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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Deus é por nós! Você ainda duvida disso?

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Romanos 8

31 A que conclusão, pois, chegamos diante
desses fatos? Se Deus é por nós, quem
será contra nós?
32 Aquele que não poupou seu próprio
Filho, mas o entregou por todos nós,
como não nos concederá juntamente
com Ele, gratuitamente, todas as demais
coisas?
33 Quem poderá trazer alguma acusação
sobre os escolhidos de Deus? É Deus
quem os justifica!
34 Quem os condenará? Foi Cristo Jesus
que morreu; e mais, Ele ressuscitou dentre
os mortos e está à direita de Deus, e
também intercede a nosso favor.
35 Quem nos separará do amor de
Cristo? Será a tribulação, ou ansiedade,
ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou
perigo, ou espada?
36 Como está escrito: “Por amor de ti
somos entregues à morte todos os dias;
fomos considerados como ovelhas para
o matadouro”.
37 Contudo, em todas as coisas somos
mais que vencedores, por meio daquele
que nos amou.
38 Portanto, estou seguro de que nem
morte nem vida, nem anjos nem demônios,
nem o presente nem o futuro, nem
quaisquer poderes,
39 nem altura nem profundidade, nem
qualquer outra criatura poderá nos afastar
do amor de Deus, que está em Cristo
Jesus, nosso Senhor.

Após este texto, o que se tem a dizer? Nada!

Não há nada a dizer. Somente teólogo e gente que não tem o que fazer, e fica enchendo lingüiça, é que fica preocupado com tolices neo-pentecostais tais como quebra-de-maldição, maldição-hereditária, culto de libertação, cura interior, regressão para se libertar dos problemas e acusações do passado. Somente crente é que tem saco pra acreditar nestas baboseiras.

Sim, pois, ou o que Paulo nos disse é verdade pra nós a nosso favor, como uma certeza de libertação e vida em Cristo, ou, é tudo mentira!

Estamos sendo enganados explicitamente, e estamos cegos para aquilo que está escrito como um “bem” a nosso favor.

Ao analisarmos este texto, Paulo inicia dizendo que “...A que conclusão, pois, chegamos diante
desses fatos?
”, o que nos induz a questionar quais fatos são estes? O qual nos faz re-ler todos os capítulos antecedentes, pois está tudo vindo numa crescente de informações e certezas em Cristo, que culmina nesta afirmação em sua conclusão única: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” , para nós bastava isso!

Se crêssemos nesta afirmação de verdade, não veríamos muita gente neurótica na “igreja”, necessitando de curas de libertação, pessoas que precisam retornar sistematicamente para cultos de quebra de maldições, afinal, ou Deus É POR NÓS, ou Ele É CONTRA NÓS.

Porém, a afirmação categórica de Paulo é a nosso favor: Deus “é por nós”! Deus está do nosso lado; Deus está jogando no nosso time; Deus é nosso parceiro; Deus é aquele que nos liberta, que nos guarda, e não há nada e ninguém que possa fazer ou dizer, ou tentar algo que seja o contrário, porque DEUS É POR NÓS!

E se Ele é por nós, nada pode ser contra nós; ou, nada pode vir a ser contra nós; ou ainda, nada nem ninguém pode se interpor entre esta afirmação, porque Ele “é” por mim e por você.

E se Ele é por mim, eu descanso, porque sei que maior é o que está comigo, do que o que está no mundo.

O interessante, é que vejo milhares de crentes na “igreja”, afirmar este texto como verdade, embora não compreenda a profundidade desta realidade na vida de quem verdadeiramente discerne o que nela se faz em nosso favor.

Por que estamos tão acostumados a afirmar e verbalizar passagens bíblicas, que se quer, discernimos aquilo que estamos dizendo.

Se assim o fosse, não veríamos milhares de pessoas em filas de libertação; indo atrás de profetinhas que revelam CPF e RG; de mulheres que não tem casa pra cuidar e ficam dando plantão de casa em casa revelando coisas óbvias da vida de pessoas neuróticas consigo mesmas.

Sim. Se crêssemos nesta verdade, viveríamos a vida para qual Deus nos chamou a viver Nele – uma vida de paz e descanso – vivendo no mundo, porém, sendo libertos do mal.

Assim sendo, se Deus é por você, quem será contra você???

Já pensou nesta verdade que inclui sua vida nesta afirmação!?

Se pensou, e crê assim, pare com esta besteira de achar que ainda precisa de uma vida neurótica de ir em cultos de libertação, cultos de renúncia, de libertação, de quebra de maldição, porque tudo isto já foi quebrado, e liberto na Cruz do Calvário, onde Cristo Jesus triunfou sobre eles, e os expôs ao desprezo!

Ou na cruz se consumou tudo a meu favor em Cristo, ou ela não valeu de nada!

Viva a vida com esta certeza: Se Deus é por nós, quem será contra nós!!!!!!!!!!!!!!

Na graça Dele, em quem tenho a certeza de que Ele é por mim!

Pense nisso!

Juliano Marcel
24/02/09
Bragança Paulista – SP
juliano.marcel@ymail.com
http://www.julianomarcel.blogspot.com/
http://www.bloggracaevida.blogspot.com/

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

1 Cor 13 - O salmo do amor

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De que me vale o falar em línguas, verbalizar espiritualismo, se em minha interioridade me falta o amor!? Se assim o fizer, ainda que exteriormente expresse uma espiritualidade aos olhos dos religiosos, serei somente como um barulho sem sentido, um eco vazio que quebra diante das montanhas da vida seguindo um fluxo interminável de idas e vindas até acabar no vazio.

Ainda que espiritualmente eu profetize, e diga maravilhas nunca antes ditas; ainda que desvende os mistérios dos cosmos, e discirna as intensidades e dimensões infinitas no universo do átomo; ainda que reclame por um poder essencial numa fé que levita objetos e mova a Cordilheira dos Andes; se me faltar amor, serei um nada – um raca.

Ainda que movido por uma compaixão e que nesse sentir eu distribua os meus bens entre aqueles que necessitam; ainda que mobilize um grupo de pessoas e abra uma obra social para atender os menos favorecidos; ainda que na presunção de fazer misericórdia montando uma ONG; ainda que para provar minha total indisposição para comigo mesmo, e provando que sou alguém que se preciso for dôo a própria vida para provar minha humildade; se não for por amor, todas estas atitudes, e ações sociais, e provimento para o necessitado, e a abertura de uma ONG, e o morrer por uma causa pessoal..., de nada me valerá. Não me trará benefício real.

O amor é longanimo. O amor é generoso. No amor não se encontra inveja. Não se auto-promove, muito menos é soberbo.

Ele não se porta de maneira a dar escândalo, muito menos pensa em si próprio, não sofre de irritabilidade, e não alimenta a alma com amarguras e ressentimentos passados.

O amor não consegue ver alguém sendo injustiçado, pois seu triunfo e alegria está em simplesmente ser verdadeiro.

Mesmo em sofrimento ele suporta, mesmo em meio às provações ele crê, ainda que as esperanças de todos se percam ele espera, ainda que o mundo seja contra ele, ele permanece inabalável.

Ainda que a morte tente vencê-lo, ele jamais morre; destarte, o movimento profético e seus profetas passarão e deixarão de ser buscados; as línguas outrora sendo o ícone da veracidade espiritual desaparecerá; a busca pelo conhecimento como sendo a realização integral do homem cessará.

Porque nosso conhecimento é parcial e nossa previsão é na esfera horizontal; mas, quando vier o que é perfeito e integral, o que é parcial e engendrado será exterminado.

Quando eu era inocente e incauto, agia na simplicidade e na inocência da ignorância. Sentia e me expressava como alguém sem conhecimento. Quando amadureci e discerni as implicações da vida, abri mão da forma infantil de olhar a existência.

No entanto, agora, enxergamos como um reflexo opaco e indiscernível aos olhos, como em um prato de bronze; destarte, chegará o dia em que veremos e seremos visto cara a cara. Hoje, meu conhecimento é parcial; então, naquele dia conhecerei integralmente , da mesma forma que sou plenamente desnudado e conhecido de mim mesmo.
Isto posto e isto dito, após entendermos todas estas coisas, o que fica pra nós como chão da vida e caminho a trilhar são três coisas: o crer mesmo contra a própria realidade, sendo que o justo vive pela fé; a certeza de em vivendo pela fé, caminhar em esperança no único dogma prevalecente sobre tudo e sobre todos que é este último; o amor. Destarte, o mais sublime e único capaz de unir todos em um só é este, sendo o maior deles – o amor!

Assim sendo, compreendam o amor, e compreendereis os mistérios ocultos desde a eternidade.


Na graça Dele, em quem sou cativo por este amor!

Com a colaboração do irmão Paulo de Tarso.

Juliano Marcel
15-02-09
Bragança Paulista-SP
juliano.marcel@ymail.com
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PAULO: PERFEITAMENTE IMPERFEITO, IMPERFEITAMENTE PERFEITO

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Paulo escreveu sobre o amor em sua forma e expressão mais sublime (ICo13).

Aquele amor eu só conheço, com todas as suas implicações, em Jesus.

Nem o santo mais elevado em suas aspirações viveu completamente aquele amor.

O próprio Paulo tinha naquela consciência a sua motivação e seu alvo de crescimento para o ser, mas ainda não o havia alcançado.

A leitura de Atos e das cartas de Paulo nos revelam que o apostolo ainda não havia alcançado aquele nível de sentir e responder em todas as coisas—não o tempo todo!

A segunda epístola aos Coríntios, por exemplo, nos revela a dor e a passionalidade de seu ser em relação a coisas e relacionamentos para os quais a prática de I Co 13 teriam sido a cura.

A revelação recebida por Paulo, como não poderia deixar de ser, era muito maior que ele mesmo como homem. Não era dele. Era também para ele!

Aquele amor não é praticado por nós nem mesmo em relação a Deus.

Amamos a Deus de modo inferior, muitas vezes até animal e erótico nos sentimentos que em nós nascem, tais como ciúme, disputas, inveja e convicções que se fazem defender com ardores de guerreiros no campo de batalha.

Até mesmo nossa noção de Dogma é abraçada à partir de uma forma passional de amor.

No Dogma ama-se a Deus com um amor que em I Co 13 é destruído. Nossas profecias, dons, fé, caridade, e bondades—ainda estão no nível da elevação do amor psicológico ao seu nível mais superior, mas ainda é a alma amando a Deus, defendendo Deus, sofrendo por Deus e enfrentando os inimigos de Deus!

É nesse sentido que devemos dizer que o Dogma se instala como tal mediante a virtude de um amor profano. Afinal, em I Co 13, o Dogma é o Amor e não há amor para se amar o Dogma.

Daí todas as formas de amor ao Dogma serem profanas, pois, servem-se da mesma fonte de sentimento e de consciência com a qual se ama a mulher, os filhos, os amigos e a vida; ou seja: ama-se no antagonismo e na contradição!

Aquela forma de amor nos curaria a todos. E se não estamos curados—eu pelo não estou, pois vejo-me amando a Deus com ardores, calores e muitas passionalidades—é porque estamos ainda muito longe de chagarmos lá.

Pessoalmente creio que não chegaremos jamais lá, não em plenitude, enquanto estivermos presentes no corpo.

Quando amo alguém faço-o à partir de mim mesmo e de minha necessidade de ser também recompensado, seja pela alegria do retorno do sentimento, seja pela alegria de servir aquele objeto do amor. Mas eu estou mais que presente no processo. Assim como Paulo, que amava muito, mas embatia-se sobremaneira em defesa de seu próprio amor pelos que amava.

Até mesmo sua declaração em Romanos que preferiria ser separado de Cristo por amor aos seus compatriotas, ainda expressa essa forma humana e passional de amor—a mesma de um pai por seus filhos ou pelo amor de sua vida, no caso de ter de sacrificar para que o outro viva.

Paulo desviava o curso de sua natureza por amor. Jesus, todavia, não. “Ainda não é chagada a hora”—repetido por Ele tantas vezes, revela que tipo de amor Ele encarna, até para morrer.

Estou escrevendo isto para dizer somente uma coisa:

Se amamos a Deus com amor profano, nossos Dogmas habitam a terra da profanidade. E, se é assim, o Dogma, em si, será tanto mais neurótico como Dogma a ser defendido, quanto mais passional for o seu defensor.

Daí os defensores obcecados de um Dogma estarem dando muito mais que testemunho de seu amor por Deus, uma declaração de como é interiormente a sua própria alma.

Quem alcançou o amor como Dogma, pelo simples fato de estar imerso no amor, já não ladra e nem morde!

Portanto, toda ortodoxia que mata e oprime é, antes de tudo, um des-testemunho da presença do amor.

Quem mergulhou na dimensão do Amor já não tem o que defender, pois, no coração, sabe que o que é, é; e o que não é, não é—talvez mesmo jamais venha a ser!

Caio

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O homem caminhofóbico

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“...e este viver que agora tenho na carne, tenho-o pela fé no Filho de Deus, que me amou, e a Si mesmo se entregou por mim”.


Houve um viver-existir na carne para Paulo. E, sinceramente, Paulo deve ter sido um sujeitinho insuportável antes de encontrar Aquele que Vive.

Sim! Seu surto era tamanho que ele julgava poder ser a severidade de Deus encarnada em ódio e perseguição a todos os que eram do Caminho.

Saulo, se islâmico fosse hoje, não teria deixado espaço para o Bin Laden ser o “Bin Laden”. Com certeza teríamos o Bin Saulo. Esse era o nível da loucura.

“Respirava ameaças...” contra os do Caminho.

A expressão que Lucas usa em Atos a fim de descrever o estado de espírito de Paulo, ainda Saulo, em relação ao Caminho, era a de uma besta raivosa e faminta desejando tragar discípulos.

Ele andava resfolegante de ódio seduzido por algo que ele odiava por pavor de amar.

Por isso queria eliminar aquele fascínio que, por exemplo, corrompera seu primo Barnabé, que vendera uma propriedade e doara os recursos para as necessidades dos do Caminho.

Há quem ache que a conversão de Barnabé pode ter sido o que faltava para fazer de Saulo o pitbul caminhofóbico no qual ele se tornara.

Entretanto, a descrição que ele faz de si mesmo, dizendo que se haviam razões para alguém se gloriar na carne, ele as tinha de sobra: hebreu de hebreus, da tribo de Benjamin, fariseu por escolha de radicalidade, e perseguidor da Igreja de Deus com os ânimos de um campeão da verdade tateando cego em seu ódio apaixonado — revelam seu espírito e sua vida na carne antes de Jesus nele.

Quem odeia demais está pra se entregar!

Disse ele:

“Transbordou a Graça”, como uma represa arrebentada... — disse ele escrevendo a Tito.

“De Trevas houve luz!” — contou ele aos discípulos em Corinto o significado de “início do mundo” que sua conversão carregava para ele. Antes sem forma e vazio de amor. Então Deus diz: “Haja Luz”. E houve Paulo!

“Fui arrancado em trauma, como um nascido fora de tempo” — conta ele numa outra ocasião aos de Corinto também.

Um viver... Saulo.

Outro viver... Paulo.

De perseguidor a perseguido...

De inquisidor a inquirido...

De fariseu a discípulo da Graça...

De etnicista a um vira-lata do amor por todos os homens...

De seguidor da Lei da morte em caminhante na Lei do Amor...

De total justiça-própria à absoluta dependência e confiança na justiça da Cruz...

De blasfemador oficial contra o Caminho a sacrifício vivo e agradável a Deus enquanto sofria com os que antes matava...

De fera faminta, acuada e raivosa..., em homem despojado e que se entregava aos homens em amor.

Saulo era o homem possível... — sendo o que era.

Paulo se tornou o homem impossível... — tornando-se quem se tornou.

Sim! Quem imaginaria tal coisa?

Imagine. Pense na pessoa mais hostil à Graça de Deus e ao Caminho do Evangelho que você conhece. Pensou? Pode vê-lo (a) pregando a Graça com mais intensidade de amor do que você o vê hoje em intensidade de ódio?

Muitos nomes vieram à sua mente?

Agora imagine os ser mais impossível... Sim! impossível por ser possível demais como ente existente — existe de modo insuportável para muitos; porém, inegável.

Imaginou?

Ora, tal pessoa é ainda o gandula da arena na qual Saulo era a fera de tudo e todos!

Jesus escolheu o pior... o impossível.

Saulo era possível como Saulo, mas como Paulo ele era uma total impossibilidade para a imaginação de todos — por isso, os judeus amigos de antes o perseguiam, e os discípulos antes por ele perseguidos nele não criam.

Eu vou mostrar a você o quanto importa sofrer pelo meu nome!” — disse Jesus a ele.

Um viver... Outro viver...

Agora... — descrido, oprimido aonde ia, seguido por cães raivosos, molestado pelos que se dedicavam à causa da fimose [circuncisão] como salvação, traído muitas vezes, desconhecido, ignorado, e desprezado; enquanto as ações dos que sobre ele incidiam declaravam a ele, pelo ódio, o mesmo tipo de angustia que antes o habitava.

Agora... — de campeão da lei se torna o “supremo transgressor” dela, não porque a transgredisse, mas porque dela não precisava para mais nada, pois, descobrira que somente o amor cumpre a lei sem justiça-própria.

Agora... — nada mais lhe interessa além do Evangelho de Deus que lhe fora confiado como bom deposito a ser aberto em todas as cidades, guetos e praças do mundo... E distribuído de Graça.

Agora... — quanto mais serve, mais acidentes lhe acontecem..., mas ele nunca pára. Por amor a Jesus nem “deus”, nem o “destino”, nem a “ira”, e nem a “justiça divina” o param em nada — pois, para ele, todo acidente era desígnio de Jesus: um novo lugar para o “Boy de Deus” levar recado de amor aos homens, como aos maravilhosos “bárbaros” de Malta.

Sim! É o tal viver que agora ele tem na carne, no corpo, no ser que se movia ante a percepção geral, que o põe adiante contra todo desprezo, perseguição, indiferença, traições, e ataques de morte, dos homens e do diabo.

Ele simplifica: ... esse viver... vivo-o pela fé no Filho de Deus que me amou...

É vida movida a amor!

Sim! Amor — o único combustível existencial que não polui..., antes limpa a alma de seus lixos de ódio e indiferença!

Sim! Esse é o milagre do Evangelho!

Foi assim... e é assim que é o Caminho do Evangelho entre os homens!

Todavia, o mais difícil de tudo não é fazer de Saulo um Paulo. Não! O difícil é ver os “discípulos religiosos” de Paulo converterem-se à Graça pela e na qual Paulo viveu.

Ora, pouca coisa pode ser mais irônica do ver pessoas, em nome das doutrinas baseadas em Paulo, perseguindo gente, qualquer gente; e muito especialmente aqueles que seriam os caminhantes ao lado do apóstolo se entre nós ele andasse hoje.

Mas não adianta... Sem a Luz todo fariseu sincero é [na melhor versão] um pitbul raivoso.

O novo viver na carne só é possível em amor pelo Filho de Deus que nos amou. Sim! Esse novo viver só viaja de amor a amor: do Dele por mim, que vai de mim para Ele, e que Dele volta-se para a mim como amor Dele em mim por todos os outros filhos dos homens.

Ironia a de quem disse: “Eu vou mostrar a você o quanto importa sofrer pelo meu nome!

Sim! Porque o Saulo que é o Nero dos discípulos irá mais tarde morrer sob Nero por ser um dos do Caminho.

Assim foi com Paulo e assim é com todos os que Nele queiram ter essa nova vida e seu poder de ser.



Pense nisso!


Caio

08/09/07
Manaus
AM

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Uma viagem pela mente de Paulo!

Acho que já deu para todo mundo notar que eu não concordo com Friedrich Nietzsche quando acusa Paulo de ser o fundador do “Cristianismo”. A Basílica é de São Pedro, não de São Paulo!

Paulo perdeu a “parada” na construção do “Cristianismo” simplesmente porque o que Paulo discerniu, creu, ensinou e praticou, jamais criaria um “Cristianismo”, mas tão somente igrejas que se amavam, se correspondiam, se comunicavam, e se sentiam parte do Corpo Universal de Cristo.

Essas igrejas não deixavam de ser o que eram e nem as pessoas quem eram nas circunstancias de suas vidas e culturas, visto que não haveria nunca nenhum poder humano, central ou regional, que fizesse ninguém dominar sobre ninguém, ditando ensinos de homens e revelações do ego, pois, Cristo é o Cabeça do corpo e Nele temos o Amém de Deus—conforme Paulo!

Além disso, não haveria uma profissão teológica a ser buscada e nem um status profético de detentor de novas revelações a ser alcançado, pois, em Cristo, todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento já haviam sido revelados.

O apostolo também cria que o mistério desse crer e saber geraria um sentir de almas unidas no amor de Cristo. E, assim, o mundo veria a presença do reino de Deus.

Ele também cria que esse testemunho tinha que ser dado dentro do contexto onde a Palavra estava sendo anunciada. Assim, para os judeus ele era escândalo entre os gentios!Para os gentios ele não era um escândalo entre os judeus, quando raspou a cabeça, tomando voto. Afinal, quando alguém faz parte de uma cultura onde a revelação se originou, pode passar a pensar que sua cultura e sua história são santos também. E os que souberam depois—os gentios, no caso—sentem-se privilegiados em poder ter algum contato com a “cultura original”, como o fazem os católicos e evangélicos quando beijam o chão de Israel!

Hoje a exemplificação também vem dos novos convertidos evangélicos que recebem a Jesus e tem que "engolir" o pacote como se tudo fosse o evangelho, até o jeito de falar ou vestir!O engando é pensar que quem chegou antes já discerniu mais. Paulo nuca creu nisso. Por isso mesmo botou Pedro sob a Graça e enfrentou tudo e todos pela verdade do Evangelho.Nisto ele também se gloriava.Dois mil anos depois...

Já para nós, em certas coisas, temas e circunstancias da vida, Paulo parece um pouco de menos para os liberais e um pouco demais para os conservadores—e nada para os neopentecostais!Para nós Paulo é tão demais ainda que o “demais” de Paulo, pouca gente tem enxergado. E Paulo apesar de saber que era demais, era para si mesmo tão de menos, que nunca pensou que sua pessoa fosse ficar nada além do que nele se via e dele se ouvia!Mas a mediocridade se aferra às circunstancialidades do “aplicativo” do Princípio da Palavra em Paulo e não cresce no Principio da Palavra a fim de fazer seu “aplicativo” no momento histórico em que se está vivendo. Assim, o Universal em Paulo se reduz a slogans e o “aplicativo circunstancial” se transforma é “principio universal”.

Alguns exemplos.

Primeiro os slogans que sobraram:

Pela Graça sois salvos!—para os Reformados.

Não me envergonho do Evangelho!—para os Missionários.

Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim!—para os Santificados.

Dou Graças a Deus porque falo em línguas mais do que todos vós!—para os Carismáticos.

Tudo é vosso!—para os liberais.

Todas as coisas são puras para os puros!—para quem gosta daquilo que a maioria diz não poder ou gostar.

Não é bom para o homem o comer com escândalo!—para quem anda doido para fazer alguma coisa e tenta se controlar.

O bispo seja marido de uma só mulher!—para aquele que tem um medo horrível de gostar tanto de pregar quanto gosta de mulher.

O bispo governe bem a sua própria casa!—para o líder que acha que consegue manter os filhos escondendo bem seus próprios corações.

Há muitos outros slogans!

Outro dia eu volto a eles.

Agora os aplicativos.
Ora, os aplicativos são tantos que eu vou deixar a expansão deles para outra hora. Aqui vou apenas dar alguns poucos exemplos.

Vejamos:

O bispo seja marido de uma só mulher!—porque no principio Deus criou Adão e Eva, não Adão e suas mulheres. No entanto, Adão caiu e o mundo de Paulo não era o jardim do Éden.

Portanto, a fim de que o Evangelho fosse boa notícia para todos—incluindo os que tinham mais de uma esposa ou mulher quando conheceram a Palavra—, Paulo recomenda que o bispo seja o referencial desse novo modelo. Afinal, não há homem nem mulher (Gl 3:28). E o homem que não quiser sua mulher pensando como ele, que pense como ela. E assim, haverá igualdade. Mas o mundo é caído!Cada geração tem que entender e saber recomeçar sem negociar com o Princípio da Palavra. O aplicativo carrega o Princípio, mas não pode ser instituído como forma.

Mais algumas acusações feitas ao irmão Paulo.

Ele é acusado de ter inventado o “bispo” (que era bispo de casas de fraternidade, o outro nome é igreja, e não essa figura estereotipada de hoje), a “hierarquia” (que era orgânica e não funcional), o “silencio das mulheres” (que era cultural), o tom agressivo (que era o mínimo que ele poderia fazer considerando a dor das circunstancias), a lógica na argumentação (porque ele era inteligentíssimo), a independência excessiva (porque ele cria, não duvidava e não tinha medo), etc...

Para mim, sinceramente, ele é o homem que discerniu e explicou a razão da esperança melhor que ninguém. Isso ninguém pode negar!

Mas se Paulo tivesse sido entendido nos Princípios Essenciais da revelação que transmitia, a história teria sido possivelmente outra, em razão de que a essência do que Paulo ensinou não criaria o que o “Cristianismo” se tornou, em qualquer de suas variáveis.

Perfeito nunca seria—somos caídos e Paulo se considerava o principal entre os pecadores—, mas seria muito mais revolucionário!

E não haveria uma Basílica que representasse o Templo de Jerusalém sendo erguida em nome da fé em Jesus! Mas também não haveria o Protestantismo.

Paulo não era um protestante, ele era um inconformista.

Ele jamais proporia uma Reforma. Ele cria em subversão, em revolução permanente, em nunca se conformar com este século e suas produções, ainda que teológicas.

A fé de Paulo estaria em permanente estado de crescimento: tanto no conhecimento de Deus, como em auto-percepção e em discernimento da natureza humana--e também da natureza!

O que a gente não entende quando lê a Palavra em Paulo é que ali há a revelação eterna, e que ela está sendo enviada ignorantemente —como convém à piedade—na forma de cartas para pessoas que se reuniam em casas, e que tinham nomes semelhantes a Fernando, Mara, Suzana, Antônio e Suzane, Maria Helena, Alfredo, Sergio e Débora, Raimundo e Murilo.

Ou seja:
Paulo sabia que o que dizia era a Verdade do Evangelho de Cristo. Ele não tem nenhuma dúvida a respeito da revelação recebida. Quando ditava algo ou escrevia para enviar aos Efésios, Romanos, Filipenses, Coríntios ou qualquer outra cidade, poderia também ser Rio de Janeiro, São Pedro, Curitiba, Teresina e Sobral do Ceará.Ele era responsável eternamente pelo que ensinava acerca do Evangelho e, ao mesmo tempo, completamente solidário e participe do momento e das circunstancias das vidas de seus ouvintes. Ele sabia que o que dizia era o Evangelho e que o Evangelho não era nada mais nem menos que aquilo.

Ele só não sabia era que sua “correspondência” iria ser lida durante dois mil anos, todos os dias—especialmente aos domingos—, por milhões, bilhões de seres humanos, e que essas pessoas iriam pensar que todas as soluções imediatas que ele, Paulo, buscava alcançar no “aplicativo” do Principio Universal do Evangelho, iriam se transformar em “conteúdo fixo” do evangelho, e que viria a ser ensinado como “mandamento para todas as culturas dos gentios da terra”.Logo ele? que lutou contra isso o tempo todo? tendo feito mais inimizades por causa disso do que por qualquer outra razão entre os judeus ou entre os cristãos judaizantes!?

Não!

Paulo jamais gostaria que o carioca fosse como os gregos e pernambucanos como os holandeses, e os paulistas como italianos! Paulo estabeleceu os Pontos Ômega e fez aplicação circunstancializada dos Princípios, conforme o aplicativo pertinente ao contexto. Aquelas coisas eram importantes naquela hora, mas não dava para comparar com Bem do Evangelho.E, à semelhança dele, Paulo cria que cada geração iria ter que reconhecer também, como ele mesmo pediu a Timóteo que o fizesse—em suas ações, atitudes, amor, longanimidade, fé, pureza, saber, e também pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por boa fama e por desonra; como quem morre, mas eis que vivo está!—, o significado de crer no Evangelho de Jesus!

“Em Cristo não há homem, nem mulher; nem escravo, nem liberto; nem judeu, nem grego”—foi o que ele disse.

Isto é Universal.

É! em Cristo!

Voltamos dois mil anos...Havia um monte de gente vivendo em Corinto. A cidade era portuária e o verbo corintianizar era sinônimo de tudo o que os cariocas são no imaginário universal: o povo da boa vida, do prazer e do momento de alegria.

Em Corinto as prostitutas cultuais desciam da Acrocorinto com o rosto nu e as roupas apenas em suficiência para aumentar a sedução.Uma mulher que tivesse marido e fosse fiel a ele deveria se diferenciar desse paradigma com “autoridade”—e a expressão simbólica da mulher que não gosta que fiquem gritando nas costas “sua gostosa!”, naquela época, era botar o véu sobre a face.

Se no Brasil esse sinal fosse respeitado, muitas mulheres usariam véu, se a percepção cultural das pessoas fosse idêntica. Naquele tempo o véu era o sinal vermelho para qualquer pretensão.Hoje se puser o véu a “rapaziada” arranca e se não ouvir um sonoro “me deixa em paz”, nem sempre desiste.

O problema é que em Corinto se o que funcionasse fosse o “me deixa em paz”, Paulo iria dizer: “Irmãs, diferenciem-se, numa circunstancia dessa, dizendo “me deixe em paz”.

Mas era o véu que respeitavam. E respeitavam-no porque aquela mulher tinha “dono”. Era a percepção “para fora”.Para o lado de “dentro” Paulo diz que o “dono” daquela mulher não deveria fazê-la sua propriedade a fim deabusar dela.

Afinal, a mulher saiu do homem, mas o homem nasce de mulher. E assim como o homem é a gloria de Deus, assim também a mulher é a gloria do homem! E olhe que para Paulo a palavra gloria significava gloria!(Falaremos disso noutra ocasião).

Resumindo:

Coisas do dia a dia se transformaram em lei de conduta entre os cristãos. E nas cartas inspiradas enviadas aos amigos e irmãos da comunidade, até os nomes das pessoas mencionadas são vistos como especialmente eleitos como santos e parte da revelação.Essas pequeninas coisas é que obscurecem as Universais!Sabe o que é isso?É nunca ter entendido a Palavra. Paulo mesmo disse que a letra mata--até mesmo nas cartas de Paulo!Quem já conheceu o irmão Paulo não fica mais com esse problema. Sabe que Paulo era absolutamente certo de ter crido e processado a Palavra da Verdade da Graça de Deus revelada em Seu Filho Jesus Cristo. Sabe que tudo isso é decisão de Deus. É mistério. Cristo é a Revelação. O Evangelho é a Boa Noticia, mas não se encerra numa única explicação cultural. Não se deixa prender nem por judeus, nem por gregos, nem por americanos, ingleses, brasileiros ou até mesmo argentinos (o “até mesmo” revela meu mergulho no momento histórico emocional brasileiro de fazer piadas com argentinos).

Certo?

O que fazer então?

Bem, vou parar por aqui.

Estou meio cansado.

Já escrevi demais por hoje.

Amanhã eu continuo.

Caio


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Uma Confissão de fé...

A Graça é dom de Deus, apropriado pela fé, que também é Graça (Ef 2.8,9), pois, é também dom de Deus (At 11.18; 2Tm 2.25); a qual se origina do trabalho do Espírito Santo na consciência-coração humano (Jo 15.26), pela revelação da Verdade (Jo 14.6; 1Jo 2.27-29), que é Cristo Jesus; o qual é o Princípio e o Fim – Alfa e Ômega – de toda relação de Deus com a criação e todas as criaturas (Rm 8.18-25; Cl 1.15-20; Ef 1.10,22; Ap 1.8), visto que Ele se-fez-foi-feito-em-si-mesmo (Jo 10.18; 1Co 15.27,28) o Cordeiro imolado antecipadamente pela culpa da criatura e de toda criação, antes da fundação do mundo (1Pe 1.19,20); sendo que, entre os homens, Sua manifestação histórica se realizou na Sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão acima de todas as coisas (Fp 2.9); e, foi Ele, o Cordeiro de Deus, quem estabeleceu que por Sua Graça se pode ter Vida (Rm 8.2; Jo 10.10); e, isto, não é tão somente algo que se manifesta dos céus para a terra, mas também entre os humanos na forma de duas tomadas de consciência: a primeira é que quem recebeu Graça não nega Graça, pois, quem foi perdoado tem que perdoar (Mt 6.12); e, em segundo lugar, mediante a cessação dos julgamentos entre os homens, visto que, quem foi absolvido pela Graça de Cristo já não se oferece para ser juiz do próximo (Mt 7.1,2; 18.21-35); antes pelo contrário, tal percepção induz a caminhar na prática das obras preparadas de antemão para que andássemos nelas (Ef 2.10), sendo sua maior expressão o amor com que devemos nos amar uns aos outros (Rm 13.10); e, sendo assim, para tais pessoas, guiadas pelo Espírito da Graça, a germinação de seus corações na fé em Jesus, gera o fruto do Espírito que torna toda Lei obsoleta e desnecessária para a consciência que recebeu a revelação do Evangelho (Gl 5.23). O resto é invenção humana para diminuir a Loucura da Cruz e o Escândalo da Graça (1Co 1.18-23).

Senhor, leva-nos a compreender que a Tua Graça nos basta nesta caminhada!

Caio

Extraído do livro "O Enigma da Graça", pags. 23 – 24.


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E os do Caminho...

... têm que ser apenas gente andante, seguindo a Jesus com outros, cada um com seu nível de compreensão e percepção, porém todos desejosos de aprenderem a Cristo, conforme Jesus no ensinou ser o caminho de gente que busca se tornar semelhante a Ele.

Este é o convite aos do Caminho: tornarem-se semelhantes a Jesus no curso da jornada da fé; dia a dia sendo transformados de glória em glória; até que se vá chegando à estatura do Novo Homem, o qual se renova segundo Deus mediante a pratica do amor e da verdade.

Assim que é! Vem & vê!

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