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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Falando em desconfortos...

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"Um leproso-pecador é sempre um desconforto repugnante entre os sãos-santos, por isto usavam um sino no pescoço para avisar que estavam chegando. Claro, por esta razão viviam em comunidades onde todos tinham algum tipo de lepra-pecado, pois, ali se sentiam incluídos e respeitados"


O mundo religioso é insuportável, mas, é o mundo dos sãos-santos . Uma vez ex-comungado dele, só resta a comunidade dos leprosos-pecadores.



Sim, é assim, e a pergunta dos sãos-santos é, "o que ele, o leproso está fazendo aqui?" ou, "o que fazemos com ele, o leproso-pecador, já que está entre nós?" ou ainda quem sabe, "ninguém avisou pra ele, o leproso-pecador, que não devia estar aqui?" e por ai vai. Nossa, quantas perguntas são feitas em episódios assim, isto é, quando um leproso-pecador invade o reino dos sãos-santos das instituições religiosas.



Alguns até tentam agir com solidariedade, bondade, mas, leproso sangra o tempo todo. É inconveniente. É uma denuncia o tempo todo. Um leproso presente escancara a lepra de todos. Ninguém fica impune. Melhor que ele não estivesse aqui. Melhor que não viesse. Melhor que procurasse seus pares leprosos.



O paradoxo é que entre os leprosos-pecadores há alegria, respeito, solidariedade, perdão, cura, dignidade, pois, todos estão sangrando, mas, na comunidade dos sãos - santos há desconforto, tristeza, estranhezas, pois, sangram, mas, não podem mostrar que sangram.



Que bom que o Cordeiro Santo, curvou-se e tocou em leprosos e os curou e os re-integrou e devolveu-lhes dignidade.



Devolver a dignidade aos seres humanos é uma tarefa para toda vida, até porque,, o diabo zomba de Deus quando um ser humano é ridicularizado e excluído.



Pior ainda, é quando assistimos um ser humano andando de quatro no palco de uma instituição religiosa, crendo que esta humilhação é necessária para ser liberto.


É ai, e em muitas outras ocasiões que uma instituição religiosa se põe a serviço do inferno, quando, expõe ao ridículo um ser humano feito à imagem e semelhança do Eterno.
A exposição publica, a execração publica, o constrangimento publico são instrumentos comuns em praticas religiosas.



Que nunca sejamos assim, e que estas nunca sejam nossas praticas, antes, aos que menos honra merecem, que sejam os mais honrados entre nós.



Entre o seguidores de Jesus de Nazaré tem que ser assim. Não importa onde se reúnem. Não importa onde se encontram. Não importa as estruturas e sistemas que tenham sido criados. Não importa os títulos e os nomes denominacionais. Não importa os dias e horas onde se encontram. Importa que, em sendo seguidores de Jesus de Nazaré, o ser humano seja acolhido, inserido, incluído, liberto, curado, salvo de si mesmo e todo tipo de opressão, fardos, jugos.
Que onde se encontrarem os seguidores de Jesus, à imagem e semelhança do Eterno lhes sejam resgatadas.



Que onde se encontrarem os seguidores de Jesus, o nu seja vestido. O desabrigado encontre abrigo. O algemado, seja quais forem as algemas, sejam libertos. Os de almas aflitas sejam acalmados e pacificados. Os de espírito perturbado encontre discernimento e equilíbrio.



Que onde se encontrarem os seguidores de Jesus, hajam relacionamentos qualitativos. Que haja busca de uma espiritualidade sadia, que não explora, não defrauda, não aprisiona, não culpa.



Que onde se encontrarem os seguidores de Jesus, ninguém seja convocado para construir prédios, organizações, sistemas, projetos, ministérios, mas, sejam convocados a se re-construírem como seres humanos e a contribuir com a re-construção de outros seres humanos de modo que, todos se tornem melhores como gente, como pessoas, como homens e mulheres de bem para fazer o bem sempre.



Que onde se encontrarem os seguidores de Jesus, a única aliança a ser feita seja com aquEle que se fez Aliança por nós, Jesus, o Cristo de Deus, em quem todos nós fomos justificados e reconciliados com o Pai Eterno.



É assim que é, porque é assim que tem que ser entre os seguidores de Jesus de Nazaré.



Se você está num lugar assim, não saia dele. Fique ai. Sirva e se reparta alegremente.



Se você não está em um lugar assim, procure um lugar que seja assim.



Se você já é dos que não está em lugar algum, encontre mais um, e comecem algo bom entre vocês, e quem sabe, outros tantos virão para juntos servirem a Jesus e as pessoas.



Graça, paz & todo bem a você e sua casa.



Carlos Bregantim

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Vinha o filho ainda longe

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Leia a parábola do filho pródigo em Lucas 15

A parábola do Filho Pródigo todos conhecemos. Já preguei sobre ela centenas de vezes. Olhei-a sob inúmeros aspectos.


É minha história. É a história da humanidade. É a história de quem foi e nunca deixou de ser. É também a história de quem nunca foi mas nunca chegou a estar. Sobretudo, é a história do amor de Deus e do modo como Ele age como Pai.




Pai para quem foi e nunca deixou de ser. Pai para quem nunca foi mas nunca chegou a estar.
Hoje, no entanto, eu estava quase dormindo quando ouvi essa voz, que dizia: "Vinha ele ainda longe, e seu pai o avistou; e, correndo, o abraçou..."




O Pai não somente deixou ir e aguardou a volta... Ele viu de longe e fez o caminho de volta com o filho.




Entre o olhar do Pai e a volta para casa, existe um “ainda longe”. O Pai foi buscar o filho ainda longe. Longe de ida, longe de volta!




Em casa é que o problema começou: quem nunca foi mas nunca chegou a estar não gostou que aquele que foi e nunca deixou de ser tivesse voltado!




O Pai, todavia, só participa disso porque é Pai, mas não se deixa seqüestrar por nada e por ninguém. Quem não gostar, que não goste. O Pai, no entanto, vai longe buscar seu filho. E há um caminho que o Pai e esse filho precisam fazer só os dois.




Em casa, há muito ciúme, muita competição, muita doença.




Que bom que antes de ver os irmãos magoados, a gente pode ver o rosto do Pai.




Que bom que Ele vai se encontrar com a gente ainda longe de casa, antes que as impressões do ciúme e da inveja tentem estragar o encontro que vale: o encontro do Pai com o seu filho.




Que bom que quando quem nunca foi mas nunca chegou a estar só aparece depois que o filho quebrado havia se entendido com o Pai feliz.




Que bom que há esse “ainda longe”, pois assim tem-se tempo para chegar em casa tão cheio do amor do Pai que não se tem mais tempo e nem coração para ficar doente com o ciúme dos irmãos.




Vinha ele ainda longe... O Pai o avistou, e, correndo, o abraçou e o beijou!




Caio




(Escrito em junho de 2003)

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Jabes, a dor, a esperança e o Deus de toda a Graça

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Leia: I Cr 4: 9-10

Jabes foi mais ilustre do que seus irmãos.

Sua mãe lhe pusera o nome de Jabes, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz...

Jabes invocou o Deus de Israel, dizendo: Oxalá que me abençoes, e estendas as minhas fronteiras; que a tua mão seja comigo e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha a aflição.

E Deus concedeu a Jabes o pedido que lhe havia feito. Jabes descende de Judá.

Ele vive num período profundamente inseguro e incerto.

Paz era um bem para ser conquistado freqüentemente com as próprias mãos. Jabes, entretanto, já chegara ao mundo em dores. Sua mãe não tinha as contrações normais de uma parturiente; ou, talvez, a “passagem” não fosse ampla o suficiente para que o menino passasse. O fato é que doeu tanto, que a mãe, ao ver o filho vivo e fora de seu ventre, pega a criança e lhe dá o nome que ela julgou retratar bem o que ambos haviam experimentado.

Dá-lhe um nome que carregava a lembrança constante de que ele nascera de dores, e que as dores quase haviam matado a sua mãe. O fato é que Jabes já nasceu sofrendo e fazendo sua mãe sofrer.

Por isto, pede a Deus que sua vida seja livre do mal e da aflição que dele procede. Além disso, Jabes também pede ao Senhor um crescimento que não lhe custe angustias. E Deus concedeu o que ele pedira, além de afirmar que Jabes se tornara mais sobre-excelente que seus irmãos.

Um homem nascido em dores.

Um homem que sabe que sua vida quase custou a vida de sua própria mãe.

Um homem que carrega um nome memorial acerca do significado de seu nascimento.

Um homem que se destaca dos demais pela serenidade e pela dignidade.

Um homem com uma singela oração: Pai, livra-me da aflição. Pai, livra-me do dia mal. Pai, ajuda-me a crescer. Pai, faz-me crescer sem que tal crescimento me tire a paz. Amém.

E Deus lhe ouviu a oração... Jabes teve o que pediu, e cresceu sem se fazer mal e sem ter que pagar com o preço da aflição a conquista de novas fronteiras.

Um homem marcado pela dor, mas que não quer ser acompanhado por ela. Um homem marcado pela dor, mas que não quer ser paralisado por ela. Um homem marcado pela dor, mas que quer conquistas para a sua vida, mas não deseja oferecer ao sucesso o capital das angustias como troca. Um homem franco a Deus quanto a declarar que deseja crescer, mas que não desejaria fazê-lo entre as aflições decorrentes das conquistas.

Jabes... Um homem com ambições.... Um homem em busca de mais espaço... Um homem com elevado instinto de auto-preservação... Um homem que não quer que sua vida se transforme num parto permanente... Um homem que sabe que somente Deus pode conceder que, na terra, alguém conquiste sem aflições, que alargue suas fronteiras sem guerra, que viva no meio de tanta maldade, livre do mal.

Deus... Um Deus que vê a dor de uma mãe... Um Deus que vê a marca traumática de um menino que nasceu de dores... Um Deus que usou tais marcas a fim de polir e ilustrar um menino que viraria homem amante da paz... Um Deus que sabia quem era aquele menino, depois homem: um ser digno, marcado pelo trauma do sofrimento, que não deseja ficar tímido ante a vida, mas que se reconhece como alguém que não suportaria pagar o preço da aflição a fim de realizar a conquista.

Um Deus bom e misericordioso, e que atendeu a oração de Jabes.

Jabes... Uma oração que pedia grandeza, sem a baixeza das conquistas.

Uma oração que reconhecia a possibilidade da visita do mal, mas que pede para não ser visitado por ele.

Uma oração corajosa, pois, para se pedir e crer que se terá paz, prosperidade e livramento frente aos possíveis encontros com as forças da hostilidade, é necessário mais coragem do que para enfrentar exércitos.

Jabes, sua mãe e Deus...

A mãe de Jabes deu-lhe um nome lembrança de como a dor, dói. Jabes deseja viver com largueza, mas não quer que a aflição seja o preço da conquista.

Deus viu mais dignidade em Jabes que nos demais, conheceu a franqueza de seus limites, os desejos de seu coração, e deu-lhe o que pediu, e, fez prosperar-lhe a alma e o caminho de realizações.

Jabes, um homem gente boa de Deus. Deus, um Deus que não precisa que seus heróis tenham que carregar sangue nas mãos. A mãe de Jabes, uma mulher que fez da dor a promessa de que a vida do filho não seria um parto.

Jabes pariu, na bondade de Deus, a segurança e a prosperidade como bens da Graça. Pois quem confessa que não agüenta a guerra, faz de Deus seu parceiro nas conquistas que podem ser apropriadas com os instrumentos da paz.

Jabes, simples encarnação de uma promessa: A benção de Deus enriquece e com ela não vem o desgosto!

Haja paz!

Haja prosperidade!

Haja Jabes!

Haja Graça, e Graça houve para Jabes!

Que haja Graça e Paz para você hoje!

E que haja para mim também!

Hoje e sempre!


Caio Fábio

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

1 Cor 13 - O salmo do amor

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De que me vale o falar em línguas, verbalizar espiritualismo, se em minha interioridade me falta o amor!? Se assim o fizer, ainda que exteriormente expresse uma espiritualidade aos olhos dos religiosos, serei somente como um barulho sem sentido, um eco vazio que quebra diante das montanhas da vida seguindo um fluxo interminável de idas e vindas até acabar no vazio.

Ainda que espiritualmente eu profetize, e diga maravilhas nunca antes ditas; ainda que desvende os mistérios dos cosmos, e discirna as intensidades e dimensões infinitas no universo do átomo; ainda que reclame por um poder essencial numa fé que levita objetos e mova a Cordilheira dos Andes; se me faltar amor, serei um nada – um raca.

Ainda que movido por uma compaixão e que nesse sentir eu distribua os meus bens entre aqueles que necessitam; ainda que mobilize um grupo de pessoas e abra uma obra social para atender os menos favorecidos; ainda que na presunção de fazer misericórdia montando uma ONG; ainda que para provar minha total indisposição para comigo mesmo, e provando que sou alguém que se preciso for dôo a própria vida para provar minha humildade; se não for por amor, todas estas atitudes, e ações sociais, e provimento para o necessitado, e a abertura de uma ONG, e o morrer por uma causa pessoal..., de nada me valerá. Não me trará benefício real.

O amor é longanimo. O amor é generoso. No amor não se encontra inveja. Não se auto-promove, muito menos é soberbo.

Ele não se porta de maneira a dar escândalo, muito menos pensa em si próprio, não sofre de irritabilidade, e não alimenta a alma com amarguras e ressentimentos passados.

O amor não consegue ver alguém sendo injustiçado, pois seu triunfo e alegria está em simplesmente ser verdadeiro.

Mesmo em sofrimento ele suporta, mesmo em meio às provações ele crê, ainda que as esperanças de todos se percam ele espera, ainda que o mundo seja contra ele, ele permanece inabalável.

Ainda que a morte tente vencê-lo, ele jamais morre; destarte, o movimento profético e seus profetas passarão e deixarão de ser buscados; as línguas outrora sendo o ícone da veracidade espiritual desaparecerá; a busca pelo conhecimento como sendo a realização integral do homem cessará.

Porque nosso conhecimento é parcial e nossa previsão é na esfera horizontal; mas, quando vier o que é perfeito e integral, o que é parcial e engendrado será exterminado.

Quando eu era inocente e incauto, agia na simplicidade e na inocência da ignorância. Sentia e me expressava como alguém sem conhecimento. Quando amadureci e discerni as implicações da vida, abri mão da forma infantil de olhar a existência.

No entanto, agora, enxergamos como um reflexo opaco e indiscernível aos olhos, como em um prato de bronze; destarte, chegará o dia em que veremos e seremos visto cara a cara. Hoje, meu conhecimento é parcial; então, naquele dia conhecerei integralmente , da mesma forma que sou plenamente desnudado e conhecido de mim mesmo.
Isto posto e isto dito, após entendermos todas estas coisas, o que fica pra nós como chão da vida e caminho a trilhar são três coisas: o crer mesmo contra a própria realidade, sendo que o justo vive pela fé; a certeza de em vivendo pela fé, caminhar em esperança no único dogma prevalecente sobre tudo e sobre todos que é este último; o amor. Destarte, o mais sublime e único capaz de unir todos em um só é este, sendo o maior deles – o amor!

Assim sendo, compreendam o amor, e compreendereis os mistérios ocultos desde a eternidade.


Na graça Dele, em quem sou cativo por este amor!

Com a colaboração do irmão Paulo de Tarso.

Juliano Marcel
15-02-09
Bragança Paulista-SP
juliano.marcel@ymail.com
http://www.julianomarcel.blogspot.com/
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"DEUS" como DIABO e o DIABO como "DEUS"

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Muita gente me escreve de fato na dúvida, querendo uma confirmação...

Outros, no entanto, escrevem querendo uma validação para o que já decidiram.

Outros ainda escrevem por estarem mesmo completamente perdidos, sem saber o que fazer.

Há ainda os que escrevem apenas por curiosidade, desejosos de apenas saberem o que digo, às vezes até para discutirem com outros...

Respondo a tudo o que consigo, com todo amor. Aliás, somente separar o tempo, no meio de tantas coisas, para responder cartas e cartas, creia, somente se for pela força do amor, pois, muitas vezes, a alma fica sem ânimo ante um trabalho sem fim.

Quando leio uma carta, em geral vejo que a própria carta já trás consigo a própria resposta que a pessoa carece.

Entretanto, a pessoa menciona a solução como problema ou impossibilidade da vontade de realizar.

Sim! A maioria sabe o que fazer, mas apenas não o deseja ou diz que não consegue por não querer conseguir.

Isto porque quando se está tomado pela força do desejo, da paixão, da fixação orgulhosa ou do egoísmo inflexível, fica-se cego para tudo aquilo que, de outra forma, saberíamos exatamente o que é e como proceder.

Ora, isto apenas mostra que grande parte do que nós chamamos “meu problema”, quase sempre deveria ser chamado apenas de “meu desejo”.

Então, nesse caso, estabelece-se a luta entre a consciência fragilizada e o desejo ou a idéia fixa; e, quase sempre o desejo vence para a problematização e a infernização da vida da pessoa.

Afora os problemas que envolvem circunstancias complexas ou problemas mentais, os demais são apenas caminhos criados pelo desejo.

E mais: quando não são criados pelo desejo são criados pela necessidade moldada pelo grupo a que se pertence, no caso, a “igreja”.

Sim! A maior parte dos problemas que aqui trato ou respondo, são problemas que decorrem do sexo reprimido, e que, uma vez solto, descaceta a pessoa e a põe como que ladeira abaixo... sem controle e de modo completamente compulsivo.

Então, quando não seja sexo o problema, no entanto, quase sempre os demais problemas decorrem da culpa herdada pelos excessos neuróticos da “igreja”.

Uma pessoa “de fora” lê as angustias aqui expressas por muitos, e não entende nada. Algumas me escrevem querendo saber se, caso se convertam, ficarão com aquelas mesmas seqüelas dos crentes.

Ao respondê-las sobre isto digo “não”.

Digo que dependerá do que a pessoa tiver na mente, de que grupo freqüente, e, sobretudo, de como se fundamente a fé da pessoa, se na Palavra de Deus ou nas doutrinas dos homens.

O fato é que o Evangelho mesmo, sozinho, sem “igreja” e sem “doutrinação moral”, jamais poderia fazer mal a ninguém.

E mais: sem os “pastores-lobos” ou sem os “pastores-perdidos”, nenhuma pregação do Evangelho criará nada na pessoa que não seja vida e paz.

Porém, o uso errado do Evangelho, misturado com toda essa confusão de “igreja”, adoece a alma tanto ou mais que uma boa macumba, posto que tudo seja feito em nome de Jesus, o que faz com que a alma se perturbe mais do que quando pratica a mentira em nome do diabo.

Macumba faz menos mal à mente do que uma crença cristã sem Deus.

Sim! Pois na macumba ninguém vai pensando em bondade ou em Deus. Lá tudo é como é; ou seja: existe a franqueza do objetivo maldoso e manipulador.

É melhor lidar com o diabo como diabo do que com o diabo como “Deus”, que é o que acontece na crença cristã sem Deus, sem Jesus e sem Evangelho.

Digo isto porque pior do que o diabo é “Deus” como um diabo.

Ora, a maioria dos crentes, na prática, lida com “Deus” como diabo e com o diabo como “Deus”.

“Deus” como diabo porque o “Deus” dos crentes é tão cheio de venetas malucas e perversas como um diabo.

Diabo como “Deus” porque o diabo dos crentes é, na prática, em geral mais poderoso do que “Deus”.

Assim, o “crente” segue oprimido por “Deus” e pelo diabo; e mais: pelo “diabo” dos “crentes”, que é mais poderoso do que o diabo real.

Ora, a maior dificuldade do Evangelho no coração dos crentes viciados em “Deus” como diabo e no diabo como “Deus” está no fato de que eles não sabem fazer a diferença.

Sim! Deus e o diabo se parecem muito na cabeça dos “crentes”.

Na maioria das vezes o que distingue um do outro é apenas o discurso, pois, na prática, eles, “Deus e o diabo”, se parecem muito.

Ora, tal ambigüidade e ambivalência em Deus e no diabo é o que faz a devoção dos crentes um exercício de medo e pânico.

Por isto os “crentes” não gostam de silencio, nem de quietude e nem de culto sem muita agitação, pois, no silencio mora a indefinição entre “Deus” e o “diabo”.

Se você não entendeu ainda nada, digo:

Quando você se converter entenderá então tudo o que estou dizendo e verá tudo com extrema clareza.

Até lá, todavia, fica a dúvida, a qual eu provoco em você na intenção de ver se sua mente fica livre do “Deus/diabo” e do “diabo/Deus”.

Pense nisto!


Nele, que é amor,


Caio
4 de fevereiro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Crentes do SUPEREGO e crentes do EVANGELHO

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Você pergunta: O que é o superego?

De acordo com a Psicanálise o Superego faz parte do aparelho psíquico, de que ainda fazem parte o ego (eu) e o id (impulso).

O Superego representa a censura das pulsões que a sociedade e a cultura impõem ao id, impedindo-o de satisfazer plenamente os seus instintos e desejos. É a repressão, particularmente, a repressão sexual. Manifesta-se à consciência indiretamente, sob forma da moral, como um conjunto de interdições e deveres, e por meio da educação, da religião, pela produção do "eu ideal"; isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa.

Ora, a maior parte dos crentes que vejo por aí, são discípulos do Superego. Daí precisarem tanto de pastores fortes e impositivos, de igrejas mandonas, de líderes férreos em suas decisões, e, sobretudo, daí também necessitarem de “grupo”, de “vigilância", de clareza nos deveres, e de um Deus Big Brother: com olhos vendo tudo... E mandando para o “Paredão”.

Por isto, longe da “igreja” ou dos “irmãos”, dizem “desviar-se” da fé; ou, ainda, dizem que “não seguram a onda sozinhos”, a menos que haja uma raiz de censura latejando em suas mentes, ainda que seja o latejamento da culpa como dever de comportamento conforme os padrões do grupo ao qual a pessoa pertença.

Você vê isto através de exemplos simples:

1. Pastores juntos e viajando... Ficam irreconhecíveis. Veja-se o que pagam no pay-per-view do hotel e se verá que o gasto é quase todo em filmes pornográficos, sem falar que soltam a franga muitas vezes, na prática;

2. Crentes que vão viver em outros países. Em geral, até que achem uma “igreja”...; uma “igreja” como fiscal da conduta...; muitos se entregam a tudo quanto antes diziam “não” em suas cidades ou países;


3. Os crentes que ficam zangados com a “igreja” ou com o “pastor”, na maioria das vezes se entregam a tudo quanto antes diziam ser ruim. E por que o fazem? A fim de se vingarem da “igreja” ou do “pastor” que lhe condicionaram “hipocritamente” o comportamento. Assim, incoerência de “pastor” praticada contra o crente do superego, em geral resulta em desvio da fé, posto que as pessoas não sejam crentes na consciência, por si mesmas, mas apenas em razão das vigilâncias do superego.

A carga moral e cultural que a “igreja” produz é, muitas vezes, confundida com CONSCIÊNCIA, embora nada tenha a ver com ela.

Os que sofrem em razão das transgressões cometidas contra o Superego, não têm ainda uma consciência, mas apenas um cabresto psicológico.

A CONSCIÊNCIA é tão diferente do superego quanto o espírito seja diferente e mais profundo do que o aparelho cerebral.

Um bom exemplo do que digo vem das figuras dos “filhos” nas parábolas de Jesus.

Sim! O Filho Mais Velho [na parábola do Pródigo] tinha superego, mas não consciência. O Pródigo, no início, rebelou-se contra o Superego e foi... Mas voltou com uma CONSCIÊNCIA!... O mesmo se pode dizer da parábola dos dois filhos, o filho “sim” e o filho “não”. O filho “sim”, que dizia “eu vou”, mas nunca ia, tinha apenas superego em crise de dever moral para com o Pai, mas não tinha consciência. Daí sempre dizer “sim” a fim de agradar as aparências do superego, mas nunca ser capaz de, pela consciência, se mover. Já o filho “não”, não respeitava o Superego, mas, ao fim, respeitava a própria CONSCIÊNCIA, por isto disse “não”, mas, depois, disse “sim” com os atos da vida. Veja no link: A PARÁBOLA DOS FILHOS “SIM” E “NÃO”

O superego funciona sob olhares e vigilâncias. Já a CONSCIÊNCIA não precisa de “testemunhas” para se conduzir como deve, posto que a ela, a consciência, baste para o individuo; o qual age não porque tema não agir, mas sim porque não tem como não agir ou deixar de agir em razão do que no coração seja certo ou errado.

O Sacerdote e o Levita da história do Bom Samaritano tinham apenas Superego; por isto passarem “de largo” ante ao caído. O Samaritano, no entanto, tinha consciência, não superego. Por isto, sem dar importância a quem poderia ter ajudado e não ajudou..., ou mesmo a qualquer outro tipo de consideração, apenas viu e fez o que podia.

Se você é do tipo que perderia a fé em Jesus se, por exemplo, seu pai, mãe, pastor, pessoa de referencia, ou, no caso de você que gosta de mim, se eu deixasse a fé dizendo que era tudo uma balela — tenho algo a dizer a você:

VOCÊ AINDA É DISCIPULO DO SUPEREGO!

Se o mundo inteiro descrer...; e se todos os meus amados deixarem a fé...; ou mesmo se eu descobri-se uma carta de meu pai dizendo que havia deixado de crer em tudo o que me ensinou, mas que não me teria dito apenas para não me escandalizar — creia: NADA MUDARIA NA MINHA FÉ; pois, faz décadas que meu pai deixou de ter qualquer coisa a ver com minha fé.

A CONSCIÊNCIA começa quando todos se vão..., mas o discípulo fica; e fica dizendo: “Para quem irei eu, visto que agora eu mesmo conheço as palavras da vida eterna?”

É fácil saber se você é discípulo da CONSCIÊNCIA ou apenas discípulo do SUPEREGO:

a) Veja se você pensa em desanimar na fé apenas porque gente que você gostava decepcionou você; b) veja se você, apesar de tudo e qualquer um, prossegue sempre, sabendo em Quem tem crido.

Se você é b..., então, Graças a Deus o caminho do discipulado está em você. Mas se você é ainda um ser no a..., então saiba: você é ainda um ente religioso e moral, sem raiz em você mesmo, e que pode deixar tudo tão logo os ventos soprem diferente...

Pense nisto e decida quem você quer ser!


Nele, que nos chama a andar pela consciência em fé,




Caio
1 de Fevereiro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um salmo em oração...



Uma oração com a intensidade e emocionalidade que me veio nesta madrugada:


Se não fora o Senhor!

Senhor, quase que meus pés se desviaram
Sim, quase!
Estava me vendo distante de Ti
Meus pensamentos lutavam contra mim!

Me questionei, assim como o salmista:
Por que te abates oh minha alma?
E por que te perturbas dentro de mim?

E quase não consegui dizer como o salmista, pois
as dúvidas tentaram hora calar meu coração,
hora gritar mais alto do que a certeza em Deus.

Elas tiraram lágrimas dos meus olhos,
me fizeram enxergar que tudo estava acabado,
deu certeza da minha derrota.
Ah! Como é angustiante lutar contra a dúvida!

Ainda que eu Te conheça, ainda assim, ela insiste em dizer
que não Te preocupas comigo.

Mas consegui!
Consegui escutar o Espírito me ajudando a orar,
Ele me fez lembrar que grande é a Sua benignidade,
e eterna a Sua misericórdia!

E consegui, como a salmista, silenciar minha alma dizendo:
Espera em Deus, Dele é a nossa salvação,
aquietai e sabei que Ele é Deus!

Se não fora o Senhor, ah!
Quase me entreguei as incertezas,
e quase fiz meu leito com as angústias.
Porém, Tua misericórdia me alcançou,
e Teu amor me envolveu!

Agora, com certeza descanso,
aguardando o dia do Senhor em minha vida.
Sei que elas tentaram me alcançar outros dias,
porém, eu sei em quem tenho crido.

Mas hoje, quero louvar-Te,
por livrar-me de meus medos
e deitar-me no descanso
Que hoje minha alma chama de Salvação!

Ah, se não fora o Senhor!

Juliano Marcel
Madrugada do dia 31 de janeiro de 2009.
02h36m
Bragança Paulista-SP
juliano.marcel@ymail.com
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sábado, 24 de janeiro de 2009

A revolução do Evangelho

Diferente de uma reforma, nós cremos numa Revolução do Evangelho. A Revolução só incluirá os cristãos se eles tiverem a coragem de desistir do cristianismo e abraçar o supremo e seguro risco de apenas andar conforme a revelação da Graça de Deus em Cristo, pela Fé, visto que a promessa é que o próprio Espírito sempre haverá de nos conduzir a toda Verdade.



A Revolução do Evangelho não se atém a nenhuma preocupação com construção de coisa alguma. De fato, o grande problema sempre teve a ver com a necessidade de segurança que as pessoas dizem precisar — o que a religião ficticiamente oferece —; e que as impede de apenas andarem pela fé no que Jesus já fez e consumou por todos os homens, daí a perplexidade e a insegurança de ser “dos do Caminho”.




Se quisermos algo sério de verdade, temos que saber que isso demandará de nós uma volta humilde e sem tradições para a Palavra, isso a fim de sermos completamente lavados das tinturas com as quais o cristianismo pintou a fé para nós.




Sei que o que digo é verdade segundo o Evangelho, mas também sei que tal fé é incompreensível para as mentes viciadas no Cristianismo como Religião; e sei que é desinstaladora demais para aqueles que vivem do negócio clerical cristão.




O que creio, portanto, é que há um Basta de Deus em processo de eco no ar... O Reino é Dele. A Igreja é Dele. O Povo é Dele. E Ele mesmo haverá de nos surpreender!




Quem, todavia, deseja “Reformar o Sinédrio”, e pensa que esta é nossa intenção, não nos procure; pois, “reformar o Sinédrio” é sonho de fariseu; sonho esse que Jesus nunca sonhou; por isto mesmo nunca fez nada a respeito! Não adianta brigar contra a Potestade da Religião. Ela se alimenta da briga contra ela. Sim! O ódio a alimenta e a rejeição a fortalece em seus ódios.




Quem, porém, desejar o Novo, então, se quiser ajudar, que não faça mais nenhuma barganha com a religião cristã, e em contrapartida, que se entregue de coração ao Evangelho de Jesus. Que viva conforme a simplicidade da fé que confia que Tudo está Feito, e que não sobrou tarefa complementar e vicária a ser realizada por mais ninguém, nem pela igreja.




O preço que as pessoas pagam pela submissão aos mandamentos de homens é absolutamente inconcebível. Esta é a razão porque a maioria dos cristãos tem apenas “apologia” doutrinária para fazer em defesa da Fé; mas não é ela mesma a grande apologia do Evangelho pela demonstração natural de uma existência livre e pacificada no amor de Deus.




Agora, posto o machado na raiz de toda árvore, chegou o tempo de ser ou não ser; de abraçar o Evangelho, ou, de uma vez, assumir que somos apenas filhos de um híbrido, de uma “frankensteinização” que monta pedaços da revelação conforme a necessidade moral, social, política, econômica; e conforme o curso deste mundo.




Desse modo, sei que sou uma voz quase solitária no deserto.




Mas, na hora em que milhares e milhões, que assim crerem, passarem a viver livres conforme o Evangelho, então, sem pai, sem mãe e sem fundador, a revolução se estabelecerá: sem sede, sem geografia, sem dono, sem tutor, e sem reguladores da fé. Isso, todavia, só será real e genuíno se Jesus for tudo, e o espírito do Evangelho da Graça se tornar a única Lei da Vida.




Caio Fábio


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Uma Confissão de fé...

A Graça é dom de Deus, apropriado pela fé, que também é Graça (Ef 2.8,9), pois, é também dom de Deus (At 11.18; 2Tm 2.25); a qual se origina do trabalho do Espírito Santo na consciência-coração humano (Jo 15.26), pela revelação da Verdade (Jo 14.6; 1Jo 2.27-29), que é Cristo Jesus; o qual é o Princípio e o Fim – Alfa e Ômega – de toda relação de Deus com a criação e todas as criaturas (Rm 8.18-25; Cl 1.15-20; Ef 1.10,22; Ap 1.8), visto que Ele se-fez-foi-feito-em-si-mesmo (Jo 10.18; 1Co 15.27,28) o Cordeiro imolado antecipadamente pela culpa da criatura e de toda criação, antes da fundação do mundo (1Pe 1.19,20); sendo que, entre os homens, Sua manifestação histórica se realizou na Sua encarnação, morte, ressurreição e ascensão acima de todas as coisas (Fp 2.9); e, foi Ele, o Cordeiro de Deus, quem estabeleceu que por Sua Graça se pode ter Vida (Rm 8.2; Jo 10.10); e, isto, não é tão somente algo que se manifesta dos céus para a terra, mas também entre os humanos na forma de duas tomadas de consciência: a primeira é que quem recebeu Graça não nega Graça, pois, quem foi perdoado tem que perdoar (Mt 6.12); e, em segundo lugar, mediante a cessação dos julgamentos entre os homens, visto que, quem foi absolvido pela Graça de Cristo já não se oferece para ser juiz do próximo (Mt 7.1,2; 18.21-35); antes pelo contrário, tal percepção induz a caminhar na prática das obras preparadas de antemão para que andássemos nelas (Ef 2.10), sendo sua maior expressão o amor com que devemos nos amar uns aos outros (Rm 13.10); e, sendo assim, para tais pessoas, guiadas pelo Espírito da Graça, a germinação de seus corações na fé em Jesus, gera o fruto do Espírito que torna toda Lei obsoleta e desnecessária para a consciência que recebeu a revelação do Evangelho (Gl 5.23). O resto é invenção humana para diminuir a Loucura da Cruz e o Escândalo da Graça (1Co 1.18-23).

Senhor, leva-nos a compreender que a Tua Graça nos basta nesta caminhada!

Caio

Extraído do livro "O Enigma da Graça", pags. 23 – 24.


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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Deus do Evangelho é escandaloso - Parte II e Parte III



Resposta ao texto “O Deus do Evangelho é escandaloso” postado aqui mesmo no blog:


--------Original Mensagem--------------------

Date: Thu, 22 Jan 2009 13:07:29 -0200

Subject: Re: Ministério Juliano Marcel - Graça & Vida 2

From: Vanessa Chagas

To: Juliano Marcel


Salvação é 0800


Realmente... Quando se fala em Deus, pensamos logo na "igreja".

Deus não é funcionário público, para que possa apenas ser encontrado no departamento público chamado IGREJA, de tantas a tantas horas, em tais dias da semana.


Qual era o cargo que Jesus ocupava no templo? Jesus, até ia no templo, e era exatamente lá que ele menos operava, menos curava, menos pregava. Mesmo por que, geralmente lá, ele não era muito bem aceito. Algum "pecador" que já teve a má sorte de estar sob a mira do olhar de um crente salvo, sabe do que eu estou falando. Chega ser cômico! Jesus devia passar por esta.
A única vez, que eu tenho conhecimento que Jesus teve raiva, foi exatamente no templo, devido ao comércio que estava existindo alí. Estava e está. Os pombos, ainda estão sendo vendidos e comercializados dentro desta instituição.Eu quero entender ainda, o que é que tem haver Jesus com religião? Que comunhão há entre Deus e a santa "igreja?



IgrejaEu conheço uma mulher que ainda é membro de uma igreja. Há mais de vinte anos atrás, ele teve uma crise no casamento, e acabou chegando ao adultério. Para seu mega azar, algum "irmão" de igreja teve conhecimento do fato e ao invés de tentar ajudá-la, expôs o fato para a sacrossanta congregação.


Ela sofreu todas as penalidades previstas no sacrossanto Código de LEIS doutrinárias, da congregação que ela ainda pertence. E ainda hoje, mais de vinte anos depois, ela continua sem ter o direito de se sentar durante os cultos, ao lado do marido, que por sinal, já concedeu perdão a ela...


O Deus Que a Igreja Prega A palavra de diz que se arrependermos e confessarmos nossos pecados ele é justo para nos perdoar. Sei que esta mulher já se arrependeu, porque ela mudou seus caminhos. Todos os anos que se passaram, provam isto.O marido dela já concedeu perdão a ela, pois continuam juntos e felizes.A Contituição, que é o conjunto de leis criadas pelos homens, nem a julgou.


Provavelmente Deus foi o primeiro a perdoá-la.Mas a "igreja" que prega esta palavra de Deus, ainda não concedeu perdão a ela.


Ela se desviou do caminho dentro de uma sociedade chamada casamento e feriu o coração de um homem.A "igreja", adultéra a palavra de Deus, a imagem de Deus, o amor de Deus, o perdão de Deus, a graça de Deus, a salvação de Deus... Destruindo o coração de muitos homens.
Se a "igreja" é parte essencial da vida de qualquer cristão, e se precisarmos ir ou estar dentro de uma igreja para encontrarmos Deus, a bíblia é uma fraude!



Em qual "igreja" estava Noé, quando Deus o encontrou e o salvou, com toda sua família das águas do dilúvio?



Em qual "igreja" estava Abraão, o pai da humanidade, quando Deus o encontrou? Foi dentro de qual "igreja" que ele desenvolveu comunhão com Deus e cumpriu seus caminhos?



E Moisés? Foi no culto dos domingos que Deus o encontrou? E quando no deserto, passou a existir a tenda da congregação, vale ressaltar que a tenda andava com o povo, levada pelo povo, para onde quer que eles fossem.



E Gideão, Jefté, entre tantos outros? O próprio Davi...



Onde estava Maria quando o anjo veio lhe anunciar o nascimento de Jesus? Estava na "igreja"? Eu estou falando, mais realmente não sei. Creio que se estivesse, teria ela sido crucificada.



O próprio Paulo de Tarso, onde ele estava?



João Batista! Nascido de mulher, nenhum houve como ele. Onde ele realizava a obra de Deus?
Contudo, acho a "igreja" essencial, principalmente para os servos de Deus. Acho que todos que conseguem conviver com a "igreja", estão confortavelmente sob o peso da LEI. Deus é misericordioso, gente! Por isto ainda existe "igreja". Para que quando ele ti despertar, você tomar pavor dela!



Mais temos que ter misericórdia de quem está dentro dela e visitá-los. Afinal é pré-requisito para a salvação que visitemos os presos.



É como um filho que mesmo já estando adulto, persiste em não sair de dentro da casa do pai, vivendo sob a autoridade paterna, cumprindo as regras da casa, como se ainda fosse criança. Pois ali é um mundo restrito, mais conhecido. E no mundo que há fora daquela casa, ela não sabe o que vai encontrar.



A verdadeira salvação consegue penetrar bem pouco dentro da "igreja". Eu creio que para sermos curados e restaurados, precisamos tirar as máscaras e perdermos o medo de mostrar e assumir quem somos. O que já é um trauma! Pois somos criados exatamente para ocultar quem somos.



Vivemos nossos dias de Batman, que só aparece mascarado, ninguém o identifica quando ele mostra a face verdadeira. Recebemos a educação do "é feio"! No cotidiano da família, comemos em pratos muitas vezes com as "beirolas" lascadas. Os copos? Aqueles de massa de tomate. O armário está cheio de pratos lindos que só serão utilizados, no dia que tiver visita. O "diabo" da visita tem que comer no prato bonito, beber no melhor copo, usar os melhores lençóis, dormir no quarto melhor... E ai de quem não estiver satisfeito! É a visita!E quando nós é que somos a visita? Pode esquecer de por na mala, aquela camiseta furada que vc tanto ama.



Vivemos nos fantasiando! Para cada ocasião, uma fantasia. Um dia deste fui numa festa. Visto que moro do lado de um hospital, pensei seriamente em pedir a ambulância, que fosse me resgatar. Meu pé estava em estado de penúria. Cada bolha com mais água que Santa Catarina... E eu lá! Em cima do salto. Só Deus sabe como estava me sentindo... Tudo em prol da boa imagem! Ééééé... Tirar as máscaras fora da "igreja" já não é fácil e piorou dentro dela.



Se tirarmos as capas dentro da igreja, somos excluídos e rejeitados e castigados, como se o autor da salvação, não conhecesse nosso coração bem melhor que nós. Não é puro que poucos Jesus curou dentro das poucos na "igreja" da época dele e milhares fora dela.



Jesus quando chamou seus discípulos para com ele caminhar, não os levou para a "igreja". E quem o seguia tinha que largar suas seguranças, sabendo que ele não tinha "ninho"... Está escrito!



A minha verdade, é que sei que a "igreja" não vai me aceitar como sou e Deus me ama como sou. E se ele me ama como sou, porque tenho que mudar? Quem sou eu para servir a Deus? No máximo eu consigo ser filha. Sou inadequada demais para ter um compromisso com Deus e com a obra dele.



Quantas vezes, eu estava na igreja que eu ia sem ter compromisso, claro! E começava em meu pensamento a orar: _ Deus, tem misericórdia! Que hora que acaba este culto, para eu ir correndo para o boteco de Neguinho beber minhas cervejas? Será que isto é errado? Será que estou alimentando as carnalidades? Claro que sim! Mas se eu não alimentar minha carne, eu morro! Por que ela também faz parte de mim. Assim como não alimentar meu espírito eu morro. Ele também sou eu.



A graça de Deus me concede esta dádiva...A dádiva de viver, tendo a certeza que certo é aquilo que para mim particularmente e de forma individual é certo. A salvação é individual!
Por que o que para mim é certo, Deus escreveu dentro do meu coração e o que para mim é errado, ele transforma. Ele. Eu não! Enquanto isto, vou vivendo em paz! Quem tem o conhecimento do bem e do mal?



Deus me concede a dádiva de viver sem ter que carregar o peso do estereótipo da sociedade. Que está matando todos com suas exigências. Não é só a "igreja" com seus modelos que está destruindo a essência singular de cada criação.



Isto é salvação e graça. Nesta viagem não existe um roteiro. Você não sabe para onde vai e nem o que vai fazer, e nem onde vai chegar. Por isto é difícil aprender a caminhar na graça.



A minha dificuldade particular é ter que confiar e seguir um caminho que não conheço, simplesmente aceitando que quem me conduz, quer e fará o melhor por mim, para mim e em mim. E que eu não posso fazer isto por mim.Só através do entendimento da graça, é que somos salvos.


A maior dificuldade de viver na graça é aceitar que não somos capaz...



Resumindo: Salvação é 0800!




Vanessa.



_________________________


Resposta




Mana amiga Vanessa,



Essa foi boa..... rsrsrs... muito boa!



Gostei da síntese: Salvação é "0800" - é de graça!



Esta é a verdade na qual vivemos pela fé, e para os da "igreja" aceitar e condicionar a fé deles nessa forma é que é quase que impossível. Digo quase, porque as impossibilidades humanas fazem parte das possibilidades divinas, daí ainda ter chance deles - os da "igreja" - poderem ser alcançada por esta graça.



Porém, só alcançarão e viverão esta graça, quando na medida da fé de Pedro, sobre a autoridade da Palavra de Jesus, se lançar pela fé a caminhar sobre as impossibilidades humanas - o andar nas águas - , e assim, poder dar cada passo sabendo que quem nos mantém e "banca" o caminho é Ele - Jesus!



Daí o caminhar do Evangelho ser escandaloso. Escandaloso porque nós é que queremos bancar o nosso próprio caminho; nós é que queremos poder olhar e ter certeza de onde estamos colocando nossos pés; nós é que queremos pagar para poder ter algum direito; nós é que achamos que podemos com nossos esforços bancar alguma coisa no caminho.



Mas na verdade, não podemos bancar nada, não conseguimos bancar coisa nenhuma, nem a nós mesmo a respeito de nós mesmos e de nossa salvação!



Assim sendo, o que nos resta é confiantemente nos lançarmos à loucura do caminhar sobre a Palavra daquele que nos bancou, nos banca e nos bancará na nossa caminhada - Jesus!



Abraços, é fique firme nesta fé! Pois Deus te tem sido revelado nesta simplicidade, que é só sua, em particular!!!



Afinal, a salvação é 0800!!!!!!!!!



Receba meu carinho!


Juliano Marcel


Bragança Paulista - SP


22/01/09


juliano.marcel@ymail.com


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Parte III:

---------Original Messagem--------------


Date: Thu, 22 Jan 2009 18:40:08 -0200


Subject: Re: Ministério Juliano Marcel - Graça & Vida


From: Vanessa Chagas


To: Juliano Marcel


Olha amigo,



Em relação a salvação 0800, até eu ri muito, quando isto me veio na mente.



Uma coisa quero que fique bem claro. Esta é minha maneira de ver hoje. Sobre tudo que escrevi, é o que penso hoje. O que não significa que amanhã pensarei do mesmo jeito, e que o penso não serve de estrada para ninguém. Pois, isto também é graça e promessa de Deus. Em Ezequiel 34 ele diz que ele mesmo apascentará suas ovelhas. E ele também diz que colocará suas leis em nossos corações. E eu creio, que ele faz isto, segundo o projeto que ele tem na vida de cada um. Por isto, eu prego a bíblia. Cada um busque Deus na sua palavra. Mas também não custa nada compartilhar as dúvidas e loucuras com os amigos, né? Hahahahahaha... Assim como você, Deus já me mostrou coisas dentro da bíblia que eu ficava horas pensando: _Eu não estou vendo isto! Isso é coisa da minha mente insana! Estou enlouquecendo e não tem ninguém para endoidar comigo.



Agora eu gosto muito de você, por que eu tenho algo em comum com você. Pelo menos de uma coisa temos certeza. Que este é o caminho da Graça. Enquanto muitos, por não estarem dentro das "igrejas", não reconhecem a graça e não só são classificados como se sentem desviados. Como de fato, estão. Pois pensam, que sem "igreja"... Sem Deus. Estes realmente creio que são o alvo de pessoas como você e eu. Sem contar que você tem conhecimento de todos os conflitos que esta estrada proporciona.



Eu tenho meditado muito em sermos imagem e semelhança de Deus. Quanto a imagem, tudo bem, agora quanto a semelhança... Hahahahaha



Complicado! Isto significa que tudo que sentimos, Deus também sente? Só que os sentimentos dele já foram domesticados, né?



O que você pensa sobre isto?



Tenho pensado também que tudo que há em nós é saudável e necessário, desde que estejam no nível certo. Como nos exames de laboratório... Nem mais e nem menos. Colesterol, glicose... Tudo dentro do limite. O que você pensa?



Um abração!



Vanessa




______________________________



Resposta:




Amiga Vanessa, graça e paz!



Realmente esta parte - imagem e semelhança - tem causado muitas discussões teológicas no meio chamado cristão.



Se fosse falar conforme as teologias sistemáticas eu teria uma grande experiência teológica para expor com muitos argumentos e diferentes formas de entender e definição do "imagem" e "semelhança" que Gênesis nos apresenta do ápice da criação - que é o homem.



Porém, penso que este não seja seu interesse, muito o menos o meu, de ficar escrevendo parágrafos e mais parágrafos sobre tal tema.



Assim sendo, de forma resumida, e compreensão particular e pessoal, digo que ser à imagem e semelhança de Deus, é carregar no cerne do ser a possibilidade de entender, compreender, amar, e fazer o bem, como Deus o faz.



Afinal, na primitividade, o homem fora criado com uma possibilidade e condição de transcendência e entendimento e aberto às Verdades do Eterno e da criação, de forma que o salmista vem e diz que o homem foi criado um pouco menor que os anjos.



Assim, com a queda, o homem perdeu a capacidade de usar toda a sua integralidade de ser, sentir e agir.



Em Jesus, somos chamados a ser novamente à imagem e semelhança de Deus, quando Ele diz que devemos perdoar assim como Deus já nos perdoou. Devemos fazer o bem independente de quem seja - seja boa ou má a pessoa beneficiária do nosso bem - porque Deus derrama chuva sobre bons e maus, e faz nascer o sol sobre justos e injustos.



Se Deus não faz acepção de pessoas, e sua misericórdia se estende à todos indistintamente, o nosso dever, após compreender o Evangelho, e o chamado de Jesus pra nós é justamente este - nos tornar-mos imagem e semelhança de Deus "em Cristo". Pois devido à queda, somente em Cristo conseguiremos ser e agir assim.



O chamado do Evangelho, é este: "Nos tornar-mos imagem e semelhança de Deus, conforme sua própria natureza encarna em Cristo Jesus"!



Uma única coisa: Deus não sente como nós sentimos, e muito menos teve seus sentimentos domesticados.... rsrsrs



Aliás, tudo o que Ele sente, somos incapazes de sentir. E tudo o que sentimos, Ele entende e compreende porque diz-nos a Bíblia que em tudo Ele foi tentado e experimentado. Homem de muitos trabalhos. Assim sendo, Deus conhece o que sentimos. Porém a forma que Ele sente não nos é discernível. Afinal, nunca conseguiremos conceber uma idéia de sentimento como o de Deus.



Uma evidência básica e clara pra nós, que nos foi apresentada nas Escrituras, é que Deus é amor, e Ele nos ama. Somente este "sentir" do amor e este expressar do amor de Deus já nos é indiscernível. Não conseguimos equacionar a dimencionalidade deste amor e suas minuciosidades!



Assim, o que me resta, é saber que Ele me ama. Além do que imagino e conheço sobre o amor.



E em nós, creio que sim. Tudo existe dentro de um limite. Tudo o que é dosado faz bem, tudo o que exagerado e exacerbado faz mal. E tudo o que é em escassez faz mal também. Então, somos chamados a viver uma vida balanceada Nele. Ele é a base de entendimento do que em mim está em excesso ou em escassez.



Ok!?



Receba meu carinho!



Na graça Dele,



Juliano Marcel


"...o amor não se alegra com a injustiça,

pois sua felicidade está na verdade..."

(Paulo de Tarso 1 Co 13:6 - V. KJ)


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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Qual tem sido o seu caminho na estrada da vida?

É notável como nos acostumamos com os chavões falados dentro das “igrejas”, ou ainda no nosso dia-a-dia. Ouvi muitas vezes pessoas e pastores dizendo que a vida é uma estrada, e antes de dizerem esta frase normalmente eles fazem um suspense, e quando pensamos que virá uma novidade surpreendente, eles soltam essa.

Se atentarmos para a significação desta frase veremos que a obviedade e superficialidade é tremenda, uma vez que quando proferimos esta frase, mas não discernimos o conteúdo e todas as implicações, torna-se apenas uma frase sem sentido real pra nós.


A vida é muito mais que uma estrada. Uma estrada é fixa e física, é visível, seu destino é conhecido, tem um fim, porém a vida é muito mais subjetiva do que a objetividade da estrada.


Podemos no entanto dizer que embora a estrada – como vida – esteja disponível a todos, nem todos caminham o mesmo caminho na estrada. Isso porque cada um caminha o seu caminho diferentemente, embora estejam numa mesma estrada.


O que difere nesta estrada, é como caminhamos o nosso caminho, ou como fazemos o nosso caminho nesta estrada.



Em toda estrada pode haver um caminho, mas no caminho não encontra-se estrada.



Para nós o caminho que devemos caminhar é Jesus. Ele, respondendo a pergunta de Tomé, disse que Ele é o caminho. Logo, nossa vida deve ser palmilhada nEle – no Caminho.



No entanto, apesar de muitas vezes confessarmos Jesus como nosso Senhor, e nos dizermos cristãos, nem sempre estamos andando neste Caminho, e sim, estamos trilhando caminhos que aparentam serem de felicidade, mas o fim é caminho de morte.



Embora a estrada esteja disponível a todos, e todos temos em comum a mesma estrada – a vida – caminhamos caminhos diferente a partir daquilo que representa nossa certeza de fé. E quando digo certeza de fé, é muito mais profundo do que a superficialidade de um freqüentar alguma sinagoga, ou algum templo cristão, ou ir à missa, ou apenas por repetitividade religiosa dizer que se tem fé em Deus, sem discernir as implicações dessa confiança em fé.



Porque embora todos tenham as mesmas oportunidades na vida – de amar, de ser generoso, de exercer misericórdia – escolhemos caminhos diferentes para nós mesmos, daí, chamarmos a existência resultados que são conseqüências da forma com a qual estamos caminhando nosso caminho na estrada da vida.



Para que você possa entender o que estou querendo dizer, Lucas registra uma história contada por Jesus quando interrogado por um fariseu sobre o que fazer para herdar a vida eterna, e logo em seguida ele também pergunta sobre quem é o seu próximo.



Esta história nos fala de uma mesma estrada fixa e física – o caminho de Jerusalém a Jericó –, fala também de cinco indivíduos que viveram cinco caminhos distintos nesta mesma estrada.



O primeiro, um homem judeu que estava indo de Jerusalém para Jericó, anda na estrada vivendo um caminho de trabalho, de integridade, de labuta, do esforço para levar o sustento para sua família, mas, no meio da estrada, seu caminho é interrompido, ele é saqueado, espancado, roubado, é deixado semi-morto, à mercê de sua própria sorte. Seu caminho de trabalho e integridade é interrompido por um outro nesta estrada.



O segundo anda na estrada, traçando para si um caminho de apropriação indevida, do roubo, da esperteza, da violência, do maltratar o próximo, do aproveitamento, do deixar o próximo caído, do ferir, do machucar, enfim, um caminho de morte, é o ladrão.



O terceiro, um sacerdote, passa por esta mesma estrada – a estrada não mudou é a mesma – vê o primeiro caído e Jesus diz que este passa ao largo, longe, distante daquele que caiu, e traça um caminho de indiferença, do descaso, da não-preocupação com o estado daquele que caiu. O sacerdote, um líder religioso, como todos que querem apenas serem admirados por sua posição, não tem tempo a perder com aquele que caiu, que está ferido. Eles não podem abrir um exceção em sua agenda para socorrer um semelhante, eles priorizam o ritual programado com antecedência em suas agendas, em suas vidas não há espaço para exercer misericórdia. Julgam talvez que este caído não andou com a devida prudência, pensam que ele fez por merecer ser assaltado por falta de cuidado, sendo assim, é melhor sair pela tangente, é melhor passar ao longe, é melhor passar ao largo daquele que está caído, e se dirigir para o templo, para poder cumprir com suas obrigações sacerdotais que lhe estão impostas somente no exercício do quadrante do templo. Ele não faz nada, e não se compadece daquele que está à beira do caminho, na mesma estrada que ele está passando. Este é o religioso – o sacerdote. A mesma estrada, porém, um terceiro caminho diferente, caminho de indiferença e do descaso.



O quarto indivíduo passa por esta mesma estrada, e se depara com o homem ainda caído. Este indivíduo era discípulo do sacerdote, ele era um levita, e como um bom discípulo, faz o seu caminho semelhante ao do sacerdote, trilha um caminho de descaso, de indiferença, de impermeabilização dos sentidos de forma que se torna impermeável à dor do próximo, insensível e pedrado em seu sentir. A mesma estrada, porém, um caminho diferente.



O quinto indivíduo é a antítese da personalidade boa para o judeu. Jesus vem, e descreve um indivíduo tido para os judeus como herege, um maldito, sem importância, e dá a este indivíduo o papel de herói. Ele pega o anti-herói na visão judaica, e põe como o herói de sua história. É um samaritano, alguém que não é respeitado pelos judeus, que demonstra fazer o melhor caminho nesta mesma estrada. Este indivíduo, diferentemente de todos os outros, mesmo estando na mesma estrada, mesmo tendo a oportunidade de trilhar um caminho semelhante aos outros, ele escolhe trilhar um caminho diferente. Jesus diz que o samaritano, passa, olha, se compadece, se abaixa, cura as feridas, derrama óleo, limpa, socorre, trata, oferece o assento em sua cavalgadura, o deita em uma cama na estalagem, trata do homem, passa a noite cuidando-lhe das feridas, de manhã ao sair diz ao estalageiro que cuide do homem, e paga a conta, e se ele gastar algo a mais quando ele voltar, paga o restante, e traça um caminho de amor, misericórdia, compaixão e cuidado na estrada.



Uma mesma estrada, cinco indivíduos, cinco caminhos diferentes.



O que nos mostra, é que embora todos estejamos numa mesma estrada, podemos trilhar caminhos diferentes, a partir daquilo que discernirmos como verdade eterna em nós. Quando o que define o seu caminho é o amor de Deus, todo o seu caminho na vida será caminho de resposta a este amor.



Vejo muitas pessoas trilhando caminhos diferentes em suas vidas. Caminhos de amargura, de lágrimas, de tristezas, de opressões, de descontentamento, de descaso, de indiferença, de desapropriação, de apropriação indevida, enfim, caminhos que poderiam ser de vida, mas conduzem à morte. Morte espiritual, morte emocional, morte relacional...; vejo muitos cristãos traçando para si mesmos caminhos que trazem um peso enorme na alma. Caminho da culpa, da auto-acusação, da imperdoalidade para com o próximo, ou para consigo mesmo.



São caminhos que embora sejam pessoas que professem uma cristandade, ou uma religiosidade, caminhos que conduzem à infelicidade.



Mas em Jesus, o caminho é de vida, é de verdade!



Se você diz que está em Jesus, mas seu caminho não tem sido de paz, de certeza, nem de vida, você está em outro caminho, mas não está no caminho que é Jesus.



Como saber se estou no caminho certo? Você pode perguntar.



É fácil! Olhe para Jesus! Como ele andou, como caminhou, como tratou as pessoas, de quem ele se compadeceu, como ele tratou quem o traiu, como agiu com aqueles que as pessoas diziam serem indignas de companhia, porém Jesus ofereceu sua companhia para estes. Como Ele era, como reagia, como falava, como tratava. Ele é o referencial, Ele é o Caminho!



Fora dEle, há muitos caminhos, porém, são caminhos que conduzem à morte!



Se você pensar, dentro destes cinco indivíduos, se você não for o Samaritano, ao menos, que seja o que caiu, mas nunca trilhe o caminho dos outros três. Se não dá para ser o samaritano, que ao menos te seja muito melhor ser o que caiu, que apesar das indiferenças daqueles que poderiam oferecer-lhe alento, encontrou um bom samaritano que se compadeceu dele.



Qual o seu caminho?



Pense nisso!



Na graça Dele que é o único caminho em qual vivo em amor e compaixão, cuidando do coração, e oferecendo o meu cuidado aos outros por já ter caído no percurso da estrada da vida!



Juliano Marcel
11/09/08
Bragança Paulista – SP
juliano.marcel@ymail.com
www.julianomarcel.blogspot.com



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domingo, 4 de janeiro de 2009

O que espero de 2009?

Ao olhar para o ano que passou, os encontros, os problemas, as circunstâncias, as dificuldades, as amizades, as traições, as calúnias, as mentiras; o que esperar deste ano de 2009?

Bom.... se eu for olhar somente o que passou, sem colocar minha esperança na fé em Cristo, não há o que esperar de bom. Olharei somente aquilo que é mau em mim, e na medida das projeções que farei de mim mesmo sobre os outros.

Em 2008 passei por muitas coisas em minha vida. Fui traído por quem não esperava. Soube que pessoas as quais nunca imaginei falaram coisas terríveis sobre mim sem ao menos procurar saber a verdade. Passei por problemas pessoais, os quais me colocaram frente-a-frente comigo mesmo, no qual me questionei, me auto-avaliei, e me vi no chão, caído e esborrachado, pisado e como um cão ferido levando pauladas, assim me senti, porém, enquanto me sentia assim, me vi também sendo cuidado por Deus.

Senti as mãos de Deus sobre minha vida. Percebi a voz de Deus bem suave em meu coração dizendo: “Estou te moldando como o oleiro molda o vaso”. Uma voz suave, como a voz que no silêncio explodiu no peito do profeta Elias na porta da caverna.


Discerne-se a voz de Deus não em muitas gritarias; não em muitos barulhos; não em meio à tempestade, nem ao fogo, nem no trovão, nem em lugar nenhum, senão, na singularidade e simplicidade do soprar de uma brisa leve e silenciosa do vento. Assim é a Voz que traz certeza e afirmação em nós.

Nesta hora, todas as duvidas que foram levantadas são extinguidas. Todas as acusações são colocadas por terra. Todo escrito de dívida é rasgado por Aquele que na Cruz por mim morreu. O que resta? É a certeza da justificação por meio de Cristo Jesus diante de Deus.

Sendo assim, o que espero de 2009?

Espero que possa estar mais sensível à Voz. Espero que possa serví-Lo em simplicidade. Espero que possa ser-Lhe útil fazendo o bem. Espero que nunca suba ao meu coração a arrogância de se perceber auto-suficiente. Espero sempre me lembre que se estou em pé, é porque Ele me pegou pela mão direita e me colocou em pé, e me sustenta pela sua Graça. Espero nunca esquecer que somente a Sua Graça me basta. Espero lembrar-me que tudo posso naquEle que me fortalece. Nele, posso ter e não ter; estar nu ou vestido; ter em abundância ou padecer necessidade; pois, nEle aprendi o contentamento, aprendi a viver contente em qualquer situação, e por isso, posso tudo naquEle que me fortalece.

Espero que os homens se percebam carentes da graça de Deus. Espero que os “cristãos” se convertam ao Evangelho. Espero que possamos ver pastores convertidos. Espero encontrar pastores que saibam o que é o amor, e em sabendo, possam expressar em ações este amor que discerniu no coração, e fazer o bem às pessoas.

Espero que possamos ver esta Doce Revolução se espalhando em todos os lugares e sumindo no meio do mundo dando sabor como o sal, e iluminando a todos como a luz em simplicidade e fé.

Espero que os Caminhantes a cada dia se percebam mais carentes da Graça de Deus. Espero que nunca se esqueçam da Cruz, e que nela, um Justo sofreu e morreu por amor a nós.

Espero poder encontrar um pouquinho de justiça nos homens. Espero poder ver a discriminação sexual sendo superada e poder ver pessoas sendo tratadas como gente.

Espero que a guerra homofóbica cesse, e que homossexuais possam ser tratados com dignidade, pois antes de mais nada, são seres humanos carentes da Graça de Deus como eu e você, e que eles possam encontrar o verdadeiro sentido pra sua vida, e significado em Deus, se percebendo indivíduos segundo sua própria natureza – homem e mulher – e assim, assumindo aquilo que verdadeiramente são, pelo poder da Palavra de Deus. Pois somente o poder da Palavra de Deus liberta, transforma e muda comportamentos, sentimentos, e opções pessoais.


Espero poder encontrar com companheiros que simplesmente queiram amar. Amar a esposa; amar o marido; amar os filhos; amar os pais; amar amigos; amar aqueles que se colocam como nossos inimigos; amar os que nos fazem o bem e os que nos fazem o mal; amar os necessitados; amar simplesmente por amor.


Amar como fui amado. Incluir como incluído fui. Perdoar como perdoado fui. Atender assim como fui atendido. Ser generoso como por generosidade Ele agiu em mim. Acolher como por Ele acolhido fui.

Enfim, espero ser mais humano, e menos “cristão”. Espero conseguir abdicar de minhas próprias guerras, para poder viver o Reino do Amor na minha vida, aqui e agora.

Espero que você experimente este amor com a qual fomos amados.

Espero que você ame mais, perdoe mais, que se vingue menos, que se ire menos, que seja mais generoso, mais bondoso; que expresse sua verdadeira humanidade como nunca antes.

Espero que vivas um 2009 verdadeiramente em amor, como em amor somos chamados a viver Nele.

Na Graça Dele, que me fez perceber a mim mesmo, um miserável apaixonadamente rendido pela Sua Graça.

Feliz 2009.

Juliano Marcel
04/01/09
Bragança Paulista – SP
juliano.marcel@ymail.com
http://www.julianomarcel.blogspot.com/
http://www.bloggracaevida.blogspot.com/

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A imortalidade versus a vida eterna

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O ódio cria monstros poderosos. Bestas nascem dele e de seus filhos emocionais e espirituais. Por isto, parece aos homens que o ódio seja o maior poder no mundo e na Terra.

Sim! O ódio é poderoso. Pelo ódio casas ficam mal assombradas e fantasmas vagam assombrando os filhos do medo no mundo!

Ele, o ódio, é o Príncipe deste mundo de mentiras e de competição mortal!

Deus, porém, é Amor!

Ora, a nós o amor parece ser tão frágil, tão quieto, tão manso, tão paciente, tão benigno, tão longo em seus prazos sem fim, tão justo, tão inocente, tão esperançoso, tão capaz de suportar tudo, tão maior que o tempo, a distancia, a mágoa, o ressentimento e o poder do ódio, que, por tal razão, somente os fracos amam.Paradoxo humano não explicado pelos homens que odeiam enquanto dizem amar o amor!

O amor, porém, não assombra, não cria fantasmas, não oprime, não obriga, não manipula; não se defende com as armas do ódio, não resiste ao perverso com perversidade, não se vinga, não aguarda uma boa hora para chutar o cão; não sente nenhum prazer na desgraça de ninguém e não tem inimigos; não persegue ninguém, não existe para acusar, não calunia, não infelicita com sua chegada.

O ódio é imortal, mas o amor é eterno!

O que você quer?

A imortalidade do ódio, que tem o poder de tornar você uma assombração em vida e um fantasma na morte, assombrando o mundo mesmo após sua partida? -; ou desejaria você abrir mão da imortalidade do ódio e de seus poderes mal assombrados, tornando-se apenas um ente do amor que permanece não porque assombre, mas porque provoque reverencia e crie uma aura de glória mesmo após a sua partida para a Casa Eterna?

Quem ama tem Deus e conhece a Deus; e esse tem a vida eterna!

Quem odeia jamais conheceu a Deus, e permanece na morte, por isso é um imortal da morte.

Inferno é imortalidade!

Céu é vida eterna!

O que você quer?

Nele, que é amor,

Caio

2 de janeiro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF


www.caiofabio.com
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sábado, 27 de dezembro de 2008

Um convite às mesas da Reconciliação e dos Recomeços

O NATAL é a expressão encarnada do amor do Pai Eterno. É a boa noticia de Deus para os homens de todos os tempos. É a boa vontade de Deus que vira gente entre nós.

É o amor que ganha contornos humanos. É o Deus que se reparte com os povos. É o perdão que chega de maneira incondicional. É a graça que nos alcança aqui na terra e se materializa de um modo que todos podem vê-la e recebe-la.

O NATAL é o PÃO DO CÉU repartido com seres humanos para que não haja mais fome. Para que todas as mesas sejam fartas. Para que todos tenham lugar à mesa.

O NATAL é o abrir do Útero Eterno que dá à luz à VIDA e nos chama de volta para casa. Por causa do NATAL, todos estamos reconciliados com o Pai Eterno.

Por causa do NATAL, todos somos chamados à reconciliação uns com os outros. Por causa do NATAL, todos podemos recomeçar todos os dias.

Por ser assim, porque o NATAL é assim, desejo um FELIZ RECOMEÇO a você.


Se o NATAL é um convite para nos sentarmos à MESA DA RECONCILIAÇÃO, o NOVO ANO é o convite para a MESA DOS RECOMEÇOS.

Se a MESA DA RECONCILIAÇÃO é a possibilidade dos fechamentos, o NOVO ANO, é a possibilidade de iniciar um novo tempo.

Se é para um novo tempo que vamos, então, NÃO DEVEMOS LEVAR NA BAGAGEM para a viagem que será 2009 alguns itens. Quais?

Não leve os embaraços que te atrasaram em 2008. "DEIXANDO TODO EMBARAÇO " Hb 12.1.

Não leve as amarguras, as magoas, os ressentimentos, os medos, as duvidas, as neuras, ódio, raiva, ira, indecisões, confusões, inimizades, tristezas, remorsos, culpas, autocomiseração, baixa estima, e...complete você...

Não leve na bagagem para 2009, arrogância, soberba, vaidades, ciúmes, orgulho, malicias, cinismo, dissimulação, hipocrisias, agendas secretas,e...tudo que lhe pesa...

Não leve..., bem, faça sua lista do que não levar para 2009.

Se é para o NOVO ANO que vamos, O QUE LEVAR NA BAGAGEM para a viagem que faremos em 2009?

Leve a GRATIDÃO.

Leve o PERDÃO.

Leve FÉ e ESPERANÇA.

Leve SIMPLICIDADE e LEVEZA.

Leve um coração simples.

Leve a VERDADE sempre. ( traga para a luz o que está nas trevas)

Leve a felicidade que é fruto do exercício da justiça, da pacificação, da compaixão, da misericórdia, da solidariedade, do amor exagerado.

Sem querer dar receitas prontas, mas, como encorajamento para uma vida melhor em 2009,recomendo que:

A saúde física, emocional e espiritual sejam levadas bem a sério.

Evite o sedentarismo.( pratique algum tipo de esporte que te movimente )

Mantenha a mente arejada. ( pratique alguma disciplina que te conduza ao equilíbrio a maior parte do tempo )

Busque uma espiritualidade saudável.

Neste item, encorajo você a fugir de toda espiritualidade insensata, megalomaníaca, que só transcende, que só pensa em si mesmo, portanto, egocêntrica, egoísta, que só vive barganhando com Deus.

Prefira uma espiritualidade que te mantenha no CHÀO DA VIDA. Fuja das respostas mágicas. Tenha bom senso.

Lembrando que A SAUDE DE NOSSA VIDA ESPIRITUAL ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À QUALIDADE DE NOSSOS RELACIONAMENTOS.

Tomara você encontre uma comunidade simples com um grupo de pessoas que só buscam ser, seres humanos melhores.

O QUE VALE GANHAR O MUNDO INTEIRO E PERDER A SI MESMO?

É certo que, cuidando destes itens, o "resto" se encaixa.

É isto, FELIZ PRESENÇA NAS MESAS DA RECONCILIAÇÃO E DOS RECOMEÇOS.

Graça, paz & todo bem a você, família, amigos e todos os seus queridos.

Bjs reverentes.

Carlos Bregantim

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E os do Caminho...

... têm que ser apenas gente andante, seguindo a Jesus com outros, cada um com seu nível de compreensão e percepção, porém todos desejosos de aprenderem a Cristo, conforme Jesus no ensinou ser o caminho de gente que busca se tornar semelhante a Ele.

Este é o convite aos do Caminho: tornarem-se semelhantes a Jesus no curso da jornada da fé; dia a dia sendo transformados de glória em glória; até que se vá chegando à estatura do Novo Homem, o qual se renova segundo Deus mediante a pratica do amor e da verdade.

Assim que é! Vem & vê!

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